~Legends Hunter~
Meu nome é Jonathan Johanson, o líder dos Caçadores Sombrios, um grupo de investigadores criminais e paranormais. Tenho mais de oito anos nesse ramo e já tive muitas experiências com cada caso macabro. E aqui, junto com meus amigos, você irá testemunhar vários casos conosco. Bem-vindo aos Caçadores Sombrios.
Caso 1 - Amizade Fatal
Era uma noite quente, porém agitada. Um festival estava acontecia nas ruas de São Paulo. Havia carros alegóricos, dançarinas, cores e as ruas estavam lotadas de pessoas. Entre todas essas pessoas, havia apenas três em especial. Elise Love, uma adolescente de dezessete anos; Anne Valentine, uma mulher de vinte e um e Victor Payne, um homem de dezenove anos. Os três foram pro festival pra se divertir, beber e pegar e enlouquecer, aproveitar o momento. O trio estava se divertindo pra valer, até que Elise sugeriu irem pra um bar que havia ali perto.
Victor e Elise se sentaram em uma mesa próximo da janela e a saída, enquanto Anne pegava algumas bebidas com o bartender. Era um lugar sossegado pra sair da bagunça em que eles estavam.
Anne voltou com uma garrafa de vodka e um vinho e se sentou ao lado da Elise. Ela encheu dois copos com vinho e começou a beber junto com Elise e começaram a conversar.
Apesar de toda a diversão, Victor não parecia contente. Ele estava agitado, triste e tremendo, como se algo ruim fosse acontecer.
De repente, Victor quebrou a garrafa de vodka e perfurou a cabeça da Elise. Logo depois, cortou a garganta da Anne e terminou por cortar a própria garganta, se matando e matando Anne. Rapidamente, todo o bar se esvaziou e a policia entrou. O Festival ainda continuava sem sabarem que havia ocorrido mortes sem explicações.
Escritório dos Caçadores Sombrios, São Paulo
08:22
Narrativa: Jonathan
Meu nome é Jonathan Johanson, tenho trinta e dois anos, sou alto, de físico magro, mas forte o necessário pra me virar sozinho. Tenho cabelos castanhos liso e longos, mas geralmente os mantenho amarrados e tenho uma barba grande. Normalmente visto roupas pretas e sempre estou com meus fones. Agora que você já me conheceu, vamos voltar ao que interessa.
No dia após o acontecido, eu tinha acabado de chegar no escritório depois de passar na padaria e estava sentado esticado na minha cadeira, quase que deitado e com os pés na mesa cheia de papeis ao lado de uma garrafa de uisque e segurando um copo cheio na mão.
O Dia estava tranquilo até então. Não tinhamos muitos clientes, já que nenhum de nós era um investigador "Licenciado". Eu era, até ser afastado pela minha bebedeira... mas isso não importa! O que é importante é que o dia estava tranquilo e nada poderia estragar isso.
???: Cheguei!... Oh, já está bebendo!? É OITO DA MANHÃ!
Falei muito cedo.
Essa é a Catherine, minha parceira de trabalho. Uma mulher que confio minha vida, mas ela protege essa vida até demais. Ela é levemente cheinha, branca, tem o cabelo pintado de vermelho com algumas mechas verde e ama usar roupas pretas, em particular, saias.
Ao contrário de mim, que praticamente morava nesse prédio, ela geralmente chegava por volta das oito ou nove horas e me trazia os trabalhos. Hoje ela havia chegado com alguns papeis e uma caixa de bombons.
Jonathan: Desculpa, senhora. Estamos fechados.
Catherine: Você sabe que não se pode beber tão cedo. Muito menos no trabalho.
Jonathan: Eu só estou me preparando pro dia de hoje.
Assim que fui tomar mais um gole, Catherine retirou o copo da minha mão e a garrafa da mesa e me olhou nos olhos sorrindo.
Catherine: Estamos na hora de abrir, não?
Jonathan: ... É... acho que estamos.
Catherine: Ótimo. Isso é bom, muito bom.
Catherine colocou o copo e a garrafa no chão. Logo depois arrumou os papeis que ela carregava e colocou na mesa junto com a caixa de bombons.
Jonathan: O que é isso? Mais lixo na minha mesa?
Catherine: Oh, não diga isso. Esse papel é trabalho e essa caixa é um presente de uma amiga.
Jonathan: Amiga, huh? Bem, meus agradecimentos a ela, mas diga que não aceito bombons em troca de serviço.
Catherine: Por que não diz você mesmo? Ela está lá fora esperando.
Jonathan: O que?!
Catherine: Aliás, ela veio lhe pedir trabalho.
Jonathan: O QUE!?! Você contratou ela sem a minha permissão!?
Catherine: Bem, isso é você quem vai decidir. Ela também é uma ex-policial, então talvez nos ajude. Pode ser bom pra nós.
Jonathan: Hm... chame-a.
Catherine: Obrigada! Já volto!
Rapidamente, tirei os pés da mesa e me sentei formalmente. Enquanto isso, Catherine abriu a porta e sinalizou pra ela entrar.
Assim que percebi toda a bagunça de papeis que estava na mesa, comecei a recolher todos e os arrumei, deixando uma pequena pilha ao lado da mesa
Quando já estava tudo arrumado, a mulher entrou caminhando na minha direção um pouco nervosa. Ela era branca quase pálida, o cabelo era longo, escuro e com uma franja cobrindo a testa e olho direito. Vestia um terno preto com uma camisa do Nirvana que era levemente visível por baixo do terno. Mas de tudo que percebi, o que mais chamou a atenção era o seu tamanho. Ela era tão... baixinha. Ela não chegava a ser uma anã, mas era menor que eu e a Catherine. Chutaria ter 1,70 de altura ou menor.
Assim que ela chegou, eu me levantei da cadeira e ela ficou ainda mais baixinha. A comprimentei com um aperto de mão e ela puxou uma cadeira e se sentou. Olhando pra ela bem de perto frente a frente, pude olhar bem seu rosto e percebi que ela estava nervosa, mas tentava disfarçar de forma confiante. Deus, ela é linda!... JONATHAN, NÃO SE APAIXONE!
Catherine: Bem, é ela. Jonathan, essa é a Lizanne Rahma. Liz, esse é o Jonathan.
Lizanne: Prazer em conhece-lo, Jonathan.
Lizanne deu um sorriso e me comprimento com um gesto com a cabeça... eu congelei.
A voz dela era suave e tranquila, seu sorriso era encantador. Ela é tão... JONATHAN, PARA!
Descongelei e retribuí com outro gesto com a cabeça e dando um sorriso.
Jonathan: Prazem em conhece-la, Lizanne.
Catherine: Agora que já se conheceram, vou na cozinha fazer um pouco de café. Liz, quer um pouco?
Lizanne: Claro, por favor!
Catherine: Jonathan?
Jonathan: Huh... ah, sim sim, claro.
Catherine: Certo. Já volto.
Catherine se dirigiu à cozinha pela porta na esquerda do prédio e nos deixou. Deus, não me deixe cometer erros. É só uma entrevista , APENAS UMA ENTREVISTA, NÃO UM ENCONTRO. REPITO, NÃO É UM ENCONTRO!
Lizanne: Algum problema?
MEU DEUS DO CÉU MEU NERVOSSISMO TAVA ESTAMPADO NA CARA.
Jonathan: eh... não. Não é nada. Cath me disse um pouco sobre você. Primeiramente, obrigado pelos bombons.
Lizanne: Não foi nada, apenas um agrado.
Jonathan: Bem, você era uma policial, certo?
Lizanne: Ela lhe contou isso?! Bem, era uma detetive, mas fui demitida recentemente por brigar com meu chefe.
Jonathan: Algum motivo?
Lizanne: Ele me afastou de um caso na qual eu já estava perto de resolver.
Jonathan: Que infortuno. Bem, eu recebi um novo trabalho e gostaria que viesse comigo. Se der tudo certo, considere-se contratada.
Lizanne: Espera, você não vai me pedir meu curriculo? Fazer mais perguntas?
Jonathan: Curriculo não me prova nada. Quero ver como você age durante o trabalho.
Lizanne: Oh, muito obrigada!
Lizanne deu um sorriso e segurou as mãos de felicidade. Ela é tão fofa!
Jonathan: Eu só preciso ver do que se trata esse trabalho e nós vamos partir. Pode esperar na sala ao lado se quiser.
Lizanne: Obrigada. Estarei esperando.
Lizanne se levantou e foi pra sala na direita do prédio, uma pequena sala aberta apenas com dois sofás e uma TV. Ela se sentou no canto do sofá onde eu podia vê-la facilmente e ficou assistindo TV. Ela é tão linda e fofa. Meu coração dói só de ver... por favor, que eu não esteja apaixonado.
Melhor ver logo do que esse trabalho se trata.
Uma hora depois
Escritório dos Caçadores Sombrios
09:05
Com a barriga cheia, café tomado, todos bem vestidos e o trabalho analizado, Eu e Lizanne nos preparamos pra sair. Enquanto isso, Catherine ficaria no escritório nos mandando informações junto com Robinson... que estranhamente não havia chegado ainda.
Jonathan: Cath, você sabe se o Robinson vai vir hoje?
Catherine: Ainda é nove da manhã, certo? Daqui a pouco ele chega. Você sabe que ele costuma chegar um pouco atrasado.
Jonathan: Espero que não chegue muito atrasado.
Robinson é o melhor investigador que temos. Quando precisamos de informações de algo desconhecido, é com ele quem falamos. Reconhecimento de área ele faz isso brincando. Armas, equipamentos e seja lá o que for, é com ele quem falamos. Sem duvida é indispensável pra esse lugar funcionar.
Ele é negro, geralmente usa um sobretudo preto e uma regata cinza e sempre está usando um chapéu.
Robinson: Desculpa a demora.
Falando no diabo.
Robinson entrou calmamente no prédio e fechou a porta.
Jonathan: Bom dia. Por que chegou tão atrasado?
Robinson: Atrasado? Ainda nem é dez da manhã.
Catherine: Bom dia, Robinson.
Lizanne: Bom dia, senhor.
Robinson: Bom dia, Cath. Bom dia... quem é essa?
Jonathan: Robinson, Lizanne. Lizanne, Robinson.
Lizanne caminhou até Robinson e apertaram as mãos.
Robinson: Prazer em conhece-la, Lizanne.
Lizanne: Prazer em conhece-lo.
Robinson: Já estão de saída?
Jonathan: Sim. Se você puder nos ajudar, ficaria agradecido.
Robinson: Sim senhor. Assim que eu tiver alguma ideia do que está acontecendo, eu ajudo.
Jonathan: Não se preocupe, estarei mandando o que eu precisar pelo celular. O resto você sabe o que fazer.
Robinson: Buscar informações a respeito.
Jonathan: Exato.
Robinson: Tudo bem. Boa sorte pros dois.
Jonathan: Obrigado.
Enquanto Catherine e Robinson ficavam cuidando da inteligência e informações, eu e Lizanne saímos do prédio e entramos no meu carro.
Jonathan: Está pronta?
Lizanne: Acho que sim... admito que estou um pouco nervosa.
Jonathan: Por que?
Lizanne: Estou trabalhando com uma equipe nova... isso é tão estranho. Preciso de um tempo pra me acostumar.
Jonathan: Você vai se dar bem, não se preocupe.
Lizanne: Assim espero...
Com tudo já resolvido, liguei meu carro e partimos em direção ao local marcado.
Nosso trabalho envolvia homicidio seguido de suicídio. Duas mulheres foram mortas em um bar por um homem durante um festival na Avenida Paulista. O serviço foi pedido da mãe do assassino. Isso já faz o caso ser estranho o suficiente pra me chamar a atenção. Só espero conseguir resolver e que Lizanne seja realmente boa.
Avenida Paulista, São Paulo
11:24
Já estavamos próximo do bar onde ocorreu o crime. As ruas ainda estavam sujas e cheias de papel após o festival. Já tem décadas que inventaram a lixeira, mas ainda continuam jogando tudo no chão.
Jonathan: É aqui. Chegamos.
Nós haviamos chegado no bar que estava no papel. Era um bar chique, esses em que só quem tem dinheiro de sobra pode ir. Era um prédio até que grande pra um bar, contendo quatro andares e cheio de janelas. Uma infelicidade não poder aproveitar o momento. Eu não tenho dinheiro de sobra.
Lizanne: Esse é o lugar? Isso é um bar?
Jonathan: De acordo com o cliente, esse é o bar.
Lizanne: É refinado demais pra ser um bar. Deve ser coisa de rico.
Jonathan: Com certeza. Só queria saber se a bebida é boa o suficiente pra valer o preço.
Lizanne: Tenho certeza que nossa preocupação é outra, certo?
Jonathan: É... certo. Vamos lá.
Estacionei o carro na frente do bar e saímos. Estranhamente, podia sentir uma energia negativa vindo do bar. Tentei entrar no bar pela porta da frente, mas a porta de vidro estava fechada. O Bartender, porém, estava no balcão arrumando alguma coisa. Eu dei algumas leves batidas na porta pra chamar a atenção do bartender e ele olhou rapidamente pra nós.
Bartender: Por favor, não bata na porta. O Que querem?
Nós pegamos nossas credenciais e levantamos pra deixar bem avista.
Jonathan: Investigador Jonathan e Detetive Lizanne. Abra a porta por favor, senhor.
O Bartender saiu de trás do balcão e abriu a porta pra nós, voltando pro seu balcão logo depois.
Assim que entramos, a área cercada pela polícia e o contorno dos corpos já era visíviel. Infelizmente, os corpos já tinham sido retirados, mas as manchas de sangue ainda estava no chão.
Jonathan: Lizanne, veja o que consegue encontrar na cena do crime. Vou fazer uma perguntas pra ele.
Lizanne: Certo!
Enquanto Lizanne investigava a cena do crime, eu me dirigi até o balcão e me sentei num banco.
Bartender: O que vocês querem? A policia já passou aqui.
Jonathan: Nós sabemos. Eu só quero saber de algumas coisas. Por acaso você viu alguma coisa?
Bartender: Se eu vi!? Eu não perdi nada!
Jonathan: Bem, então vá em frente, me conte!
Bartender: Bem, eu só lembro de um grupo de jovens entrando no bar e sentando na mesa. Era um homem e duas mulheres. Pareciam ser amigos. Uma delas até veio no balcão e comprou duas garrafas caras, uma de vinho e outra de vodka. Depois disso, eu fui ver o quanto eu tinha de cada bebida. Eu só ouvi a gritaria depois e, quando vi, já tinha dois corpos caídos no chão. Só tive tempo de ver aquele homem se matando e vendo todos fugirem.
Jonathan: Você viu algum comportamento estranho nesse homem ou em alguém?
Bartender: Hm... creio que não. As mulheres estavam bem felizes, mas aquele homen parecia abalado com algo.
Jonathan: Abalado? Abalado como?
Bartender: Eu não sei... ele parecia estar tremendo muito, estava inquieto.
Jonathan: Estranho... bem, muito obrigado, senhor.
Me virei e fui atrás da Lizanne.
Bartender: Inquieto... muito inquieto... estranho... errado...ERRADO!
De repente, o bartender arremessou uma garrafa que passou bem próximo de mim e acertou a parede. Rapidamente, eu me virei e Lizanne se levantou com um susto.
Bartender: Tudo está errado! COISAS RUINS!
Jonathan: Senhor, controle-se!
Lizanne: O que aconteceu com ele!?
Jonathan: Queria eu saber!
De repente, o Bartender veio correndo em minha direção, mas o segurei. Enquanto isso, Lizanne agarrou seus braços e o jogou no chão.
Lizanne: QUAL É A DROGA DO SEU PROBLEMA!?
Jonathan: ACALME-SE OU TEREI QUE TE PRENDER!
Vendo que aquele louco não iria se acalmar, peguei minhas algemas, segurei os braços dele enquanto Lizanne se afastava e o algemei. Enquanto isso, Lizanne pegou seu celular e começou a ligar pra policia.
Jonathan: Você está preso!
Bartender: TODOS VOCÊS ESTÃO MORTOS!
A voz dele estava diferente... o que aconteceu com esse homem?
Após a policia chegar depois de uns dez minutos, mandei algumas mensagens pro Robinson pelo celular e nós pegamos a estrada pra voltar pro escritório. Tinha muita coisa que precisavamos parar e pensar. Algo estava muito errado. No caminho, começamos a discutir algumas coisas.
Lizanne: O que foi aquilo? Por que ele nos atacou?
Jonathan: Queria eu saber.
Lizanne: Você disse alguma coisa ruim pra ele?
Jonathan: Não.
Lizanne: Que estranho...
Jonathan: Você achou alguma coisa? Algo estranho na cena?
Lizanne: Bem, o testemunho bate. Tinha cacos de vidro no chão e gotas de vinho e sangue manchando o chão. Havia três contornos, um próximo do outro. Os três morreram bem próximos, o que também bate.
Jonathan: Hm. Ao menos ele estava falando a verdade.
Lizanne: Além disso, não tenho mais nada. O que vai fazer?
Jonathan: Eu não sei...
Lizanne: É a primeira vez que algo assim acontece?
Jonathan: Não, mas acontecer sem motivos é a primeira vez.
Lizanne: Estranho...
Lizanne encostou a cabeça na porta e ficou olhando pela janela.
Jonathan: Eu preciso pensar um pouco quando voltar pro escritório. Preciso falar com Robinson também. Talvez ele consiga alguma coisa.
Lizanne: Pode ser. Pode me acordar quando chegarmos?
Jonathan: Vai dormir em serviço?
Lizanne: Se me permite.
Jonathan: Hm... tá, pode dormir um pouco.
Lizanne: Muito obrigada, senhor.
Não demorou muito pra ela pegar no sono. Não duvidaria nada que ela passou a noite em claro só por causa desse trabalho. Pobrezinha.
Escritório dos Caçadores Sombrios, São Paulo
13:06
Assim que chegamos, estacionei o carro na rua e desliguei. Dei alguns tapinhas nas costas da Lizanne pra ela acordar e ela começou a olhar pros lados um pouco confusa.
Lizanne: Nós chegamos?
Jonathan: Sim. Se quiser entrar, fique a vontade.
Lizanne: Obrigada.
Nós saímos do carro e tranquei as portas. Lizanne entrou no prédio primeiro e fui logo atrás. Catherine estava em seu computador próximo da entrada e Robinson estava sentado no sofá assistindo TV.
Catherine: Já voltaram?
Robinson: E ai, alguma coisa?
Lizanne: Foi tudo um completo fracasso.
Jonathan: Desgraça seria uma palavra mais apropriada.
Catherine: O que aconteceu?
Enquanto Lizanne foi pra sala se sentar no sofá, eu fui pra minha mesa no meio do escritório e me sentei na cadeira já colocando os pés na mesa.
Jonathan: Desgraça. Foi isso o que aconteceu.
Catherine: Alguém pode me explicar o que aconteceu?
Lizanne: Nós fomos atacados pelo dono do bar.
Robinson: Jon, você não-
Jonathan: Não, dessa vez eu não tenho absolutamente nada a ver com isso.
Robinson: Então por que ele te atacaria?
Jonathan: Eu não sei. Eu só perguntei o que ele tinha visto e só isso. Ele me atacou quando já estavamos indo embora.
Catherine: Acharam alguma pista pelo menos?
Lizanne: Nada muito fora do normal de um caso de assassinato. Sangue e a arma usada, o que no caso, parece ser uma garrafa.
Jonathan: Não vamos chegar em lugar algum com só isso.
Robinson: Seria bom tentar conversar com a mãe do assassino e das vítimas. Amigos pode ajudar também. Talvez saibam de algo a respeito do comportamento deles.
Jonathan: É... não é uma má ideia.
Tirei os pés da mesa e comecei a procurar o papel do trabalho no meio das papeladas.
Catherine: É muito estranho ser atacado sem motivo.
Lizanne: Já faz parte do nosso trabalho. Afinal, desde quando policias são respeitados?
Jonathan: Nem agora e nem nunca.
No papel do trabalho não havia um nome especifico de quem havia nos contratado. No fim do pedido, estava escrito “Assinado: Um Amigo”. Isso não ia me ajudar em nada.
Jonathan: Ótimo. O Papel não diz quem pediu o serviço e muito menos o nome da mãe de ninguém.
Robinson: ...Sério?
Jonathan: Sério. Como pode isso? Isso não vai ajudar em nada.
Robinson: Não, sério mesmo...?
Jonathan: É, sé-
Por um momento, eu me senti um completo imbecil.
Jonathan: Oh, entendi. Então você já tem informações?
Robinson: Não graças a você. De tudo que você mandou pelo celular, você só não mandou o nome do assassino e das vítimas. Ainda bem que eu costumo assistir e ler jornais.
Jonathan: Então?
Robinson: O Nome do assassino é Victor Payne. Um jovem de dezenove anos e desempregado. Sua mãe é Lydia Payne, trinta e nove anos, divorciada. Seu pai, Marcos Gregory Payne foi preso três anos atrás por roubo e tráfico.
Jonathan: Então eu deveria fazer uma visita pra Senhora Payne. Você tem o endereço dela?
Robinson: Ela mora em um apartamento na Consolação. Mandarei todo o endereço e uma foto do prédio em seu celular.
Jonathan: Certo. Obrigado.
E agora que já tenho o endereço e nome da mãe do Victor, agora posso descansar. Coloquei meus pés na mesa novamente e me encostei na cadeira com as mãos na cabeça.
Robinson: Eh... Jon, pode ir indo que eu te mando.
Jonathan: Posso descansar? Eu entrei em uma briga.
Robinson: Tá certo, descanse.
Lizanne: Hã... eu vou pra casa, tudo bem? Quando você precisar-
Jonathan: Pode ficar aqui, Lizanne. Se precisar de alguma coisa, pode pedir pra Cath que ela arruma pra você.
Catherine: Quer água? Refrigerante? Café? Eu posso ir lá pegar pra você.
Lizanne: Não, obrigada. Vou esperar por aqui mesmo.
Jonathan: Fique a vontade.
Tudo que eu precisava no momento era um descanso de meia ou uma hora. Depois disso, voltaria pra investigação. Apesar de meu corpo querer um descanso, minha mente estava inquieta com o acontecimento de hoje. Por que aquele bartender tentou nos matar? Não gosto de pensar nisso, mas seria isso mais um daqueles casos? Sinto que o que eu estou enfrentando não é só mais uma situação de policia. Se isso for algum Negativo, não poderei deixar a Lizanne aqui. Não sei como ela iria reagir e muito menos como isso a afetaria. Ela não pode trabalhar aqui. Infelizmente, esse caso terei que resolver sozinho.
Uma hora depois.
Catherine: Ei, Jon. Vai dormir em serviço?
Quando acordei, acabei caindo da cadeira com o susto por ter dormido. Não esperava acabar descansando TANTO!
Jonathan: Por quanto tempo eu dormi???
Catherine: Bem, só por uma hora. Eu fiz almo-
Jonathan: Cadê a Lizanne?
Catherine: Ela foi pra casa... por que está tão desesperado?
Jonathan: Não estou desesperado... só não queria deixar a coitada esperando.
Ainda bem que ela não foi tentar resolver isso sozinha. Não preciso me preocupar com isso pelo menos.
Me levantei do chão, levantei minha cadeira e ajeitei minha roupa. Já tive o descanso que precisava e já tava na hora de voltar à ação.
Jonathan: Obrigado por me acordar. Eu preciso sair já.
Catherine: Não vai almoçar?
Jonathan: Deixe um pouco do que você fez pra mim. Mais tarde eu como.
Catherine: Tudo bem...
Peguei meu celular, minha pistola e minhas chaves da mesa e guardei em meus bolsos.
Catherine: Deixa eu ligar pra Liz. Ela já vai estar-
Jonathan: Não. Não precisa.
Catherine: Mas ela-
Jonathan: Por favor, não.
Catherine: Por que não? Ela vai trabalhar com a gente agora.
Jonathan: Não, não vai.
Catherine: Mas-
Jonathan: Não! Continuamos essa conversa mais tarde.
Antes de sair, abri a gaveta da minha mesa e peguei um objeto muito especial pra esse tipo de situação: Lamcrox, uma cruz de ouro com pontas de prata. Se o que estou enfrentando realmente for um Negativo, essa Lamcrox é indispensável. Se apenas a presença disso não mandar o Negativo pra Justiça Divina, suas pontas vão.
Catherine: Você vai levar sua Lamcrox!?
Jonathan: Temo que seja um daqueles casos. Vou precisar disso.
Catherine: Certo... vai com Deus então. Estarei no computador se precisar de algo.
Jonathan: Obrigado. Volto logo.
Com todos os meus equipamentos em mãos, saí do prédio e fui direto pro meu carro. Liguei o motor e liguei meu celular. Ainda bem que o Robinson já havia mandando o endereço completo com uma foto enquanto eu dormia. Era um prédio branco de dez andares. A Senhora Payne morava em um apartamento no sexto andar.
Liguei o radio, coloquei Fast As A Shark do Accept pra tocar e segui viagem em direção ao destino.
Apartamento dos Payne, Consolação, São Paulo
15:46
Assim que pisei no corredor que levava pro apartamento dos Payne, pude sentir a mesma energia negativa vindo diretamente do apartamento deles. Se for realmente um Negativo, isso já deve ter se espalhado por todos os apartamentos daqui. Com sorte, talvez eu encontre o senhor de todos eles.
Peguei minha credencial e bati na porta. Imediatamente, já obtive uma resposta.
???: Vá embora!
Jonathan: Senhora Payne, Investigador Jonathan falando. Peço que abra a porta por favor.
Lydia: O que você quer?
Jonathan: Eu quero lhe fazer algumas perguntas a respeito de seu filho.
Lydia: Vocês já não fizeram perguntas demais!? Me deixem em paz!
Jonathan: Por favor, senhora. Isso é vital pra saber o que aconteceu com seu filho.
De repente, pude ouvir sons de trancas e correntes. Assim que Lydia abriu a porta, eu levantei minha credencial.
Jonathan: Se não se importar, gostaria de fazer algumas perguntas.
Lydia: Eu já respondi o que podia pra policia. O que mais vocês querem?
Jonathan: Eu quero saber mais a respeito do comportamento recente de seu filho. Qualquer coisa pode ajudar.
Lydia: Hm... certo. Entre.
Lydia abriu completamente a porta de seu apartamento e abriu passagem. Seu apartamento não era muito grande e os móveis não eram os mais finos que se podia encontrar. Mas o que realmente me chamou a atenção era marcas estranhas nas paredes e algumas manchas vermelhas no chão e nos sofás.
Jonathan: Hã... Então, como anda as coisas por aqui desde o acontecido?
Lydia: Péssimas. Eu não consigo parar de chorar e pensar no que aconteceu. Me dói saber como meu filho se foi.
Ao olhar pra Lydia, pude ver melhor quem ela era. Ela tinha cabelos loiros, era um pouco cheia e estava razoavelmente jovem pra alguém da sua idade. Porém, percebi alguns cortes em seus braços e suas pernas.
Jonathan: A senhora andou se cortando?
Lydia: Você percebeu os cortes? Foram alguns acidentes. Nada de mais.
Jonathan: Hm. Como era o comportamento do Victor antes do acontecido?
Lydia: Bem, meu filho não estava bem. Eu nunca tinha tempo pra conversar com ele, mas sempre que eu o via, ele parecia triste e se irritava facilmente com qualquer coisa.
Jonathan: Ele tinha um temperamento violento?
Lydia: Ele apenas se irritava, mas nunca o vi ser violento. Meu filho nunca faria mal pra ninguém.
Enquanto Lydia falava, comecei a verificar o apartamento dela. Havia muitas fotografias e aparelhos antigos e poucos novos.
Entre as fotografias, havia uma em particular com a família inteira unida em um pesqueiro. Lydia e Marcos ainda eram jovens e Victor ainda era uma criança. Todos eles pareciam igualmente felizes.
Jonathan: Você sabe se algo ruim aconteceu com ele dias antes?
Lydia: Não. Eu nunca conseguia conversar com ele. Enquanto eu estava no trabalho, ele estava nos curso e nós nunca conseguiamos conversar sobre nada. Isso é tudo minha culpa. Que mãe terrível eu fui!
De repente, Lydia começou a chorar e correu pra cozinha. A Coitada estava realmente destruída, mas eu precisava disso. Ao menos já tenho uma noção do o que havia acontecido.
De repente, pude ouvir batidas fortes vindo da cozinha. Corri rapidamente pra lá e encontrei Lydia batendo a cabeça na parede enquanto gritava e chorava.
Jonathan: LYDIA, PARE!
Lydia: Eu mereço toda essa dor e sofrimento. Eu fui uma péssima mãe, uma porcaria de uma esposa. Eu mereço sofrer pra sempre. EU NÃO AGUENTO MAIS TANTA DOR!
Lydia pegou uma faca de dentro da gaveta do balcão e segurou contra o próprio pescoço.
Lydia: Está tudo errado. Falha e falhas. Erros e erros. Chega de erros. CHEGA DE ERROS!
Jonathan: PARE!!!
Corri até Lydia e tentei puxar a faca de sua mão, mas ela se recusava a soltar.
Lydia: ME DEIXE MORRER!!!
De repente, sua voz engrossou, assim como a do bartender. Seu comportamento deixou de ser suícida pra violento no mesmo segundo. Ela começou a empurrar a faca na direção do meu rosto, mas estava empurrando ela pra trás com toda minha força. Quando a faca ficou bem próxima, fui obrigado a dar uma joelhada no estômago da Lydia e a fiz soltar a faca, a empurrando logo em seguida. Eu sabia que havia algum Negativo envolvido!
Lydia: VOCÊ VAI PRO INFERNO!!!
Jonathan: E você vai sair desse corpo!
Peguei minha Lamcrox de dentro da minha jaqueta e segurei firme de pé na minha frente. Lydia começou a se contorcer no chão, como se o Negativo estivesse de doendo através dela.
De repente, ela parou de se mexer. Abaixei a Lamcrox e olhei com cautela ao redor.
Jonathan: Funcionou...?
De repente, uma figura escura e esguia pulou de dentro da Lydia em minha direção. Sua cabeça tinha o formato de um coração com duas mãos tapando seus olhos e seus braços e pernas eram tortos e pontiagudos, semelhante a de insetos. (Depressão). Não ia conseguir levantar a Lamcrox novamente rapido o bastante, pois o Negativo já estava muito próximo de mim. Até que, de repente, uma Lamcrox vermelha passou raspando por mim pela direita e prendeu a mão do Negativo na parede. Quando olhei pra direita, Lizanne estava parada na porta.
Jonathan: Como você-
Lizanne: ACABE LOGO COM ELE!!!
Jonathan: Oh!
Rapidamente, levantei minha Lamcrox e cravei no peito do Negativo, o fazendo desaparecer em cinzas. Infelizmente, esse não era um senhor deles. Ao menos Lydia ficará bem.
Lizanne caminhou até mim pra pegar a Lamcrox, mas eu acabei pegando antes. Ao contrário da minha Lamcrox, aquela era vermelha e tinha o formato de um pentagrama e o pegador era na parte de cima do círculo.
Jonathan: Uma Lamcrox vermelha? De onde você tirou isso?
Lizanne: Não vai me agradecer?
Jonathan: … obrigado.
Joguei a Lamcrox de volta pra Lizanne e guardei a minha dentro da jaqueta.
Jonathan: Como você sabia que eu estava aqui?
Lizanne: Cath me contou. Sua sorte foi que eu já estava por perto. O Que aconteceu com ela?
Jonathan: Estava possuída por um Negativo. Infelizmente, não era um senhor.
Lizanne: Senhor? Não existe “Senhor” pra aquele tipo de Negativo.
Jonathan: Hm...?
Então ela não é apenas uma portadora de uma Lamcrox, mas também tem conhecimento sobre Negativos. Meu coração só acelera com tamanho conhecimento.
Lizanne: Aquilo era Depressão. Depressão não tem senhores. Eles se criam dentro de todos nós, alimentados por medo, ódio e tristeza. Quando seus portadores chegam em seu limite, Depressão pode facilmente os manipular pra fazer coisas horríveis.
Jonathan: Ah é?! Você sabia disso o tempo todo!?
Lizanne: Claro. Se você é um portador da Lamcrox você tinha que saber disso. Eu só me dei conta disso quando estava vindo pra cá.
Jonathan: Bem, não poderia ter chegado em uma hora melhor. Vamos, temos um trabalho pra resolver.
Lizanne: Já está resolvido.
Jonathan: O que?! Mas ainda precisamos conversar com as mães das vítimas!
Lizanne: Eu já conversei. Pedi as informações pro Robinson e eu mesma vim pra cá enquanto você dormia.
Jonathan: Mas Cath disse que você havia ido pra casa!
Lizanne: E fui. Fui pra pegar meu carro e vir pra cá.
A desgraçada era sorrateira, mas tão inteligente.
Jonathan: Bem... sendo assim, vamos voltar pro escritório e reuniar as informações que recolhemos.
Lizanne: Espera, não vamos falar nada pra polícia?
Jonathan: E a polícia vai acreditar em nós? Só o nosso cliente precisa saber. O Que ele vai fazer com a informação não me importa, apenas o pagamento.
Lizanne: Hm. Justo. Vamos indo então.
Jonathan: É... melhor já ir indo mesmo. Não quero ficar aqui quando a mulher acordar.
Rapidamente, eu e Lizanne saímos do apartamento da Lydia e fechamos a porta. Espero que meu chute não crie problemas.
Lizanne: Antes de ir, tem uma coisa que gostaria de perguntar.
Jonathan: Diga, o que é?
Lizanne: É verdade que você não vai me contratar?
Catherine é uma fofoqueira!!!
Jonathan: O Que?! Quem disse isso?
Lizanne: Bem, a Cath disse que eu não iria trabalhar com vocês.
Jonathan: As vezes a Cath fala muita bobagem. Não ligue pra ela. Já está contratada.
Lizanne deu um pequeno salto de alegria e continuou andando comigo até a saída do prédio. Já disse que ela é muito fofa?
Lizanne: Obrigada! Ficarei muito feliz em trabalhar com vocês.
Jonathan: Eu fico grato de ter você no time. É bom que se acostume, pois esse é só um dos muitos casos desse tipo que teremos.
Lizanne: Espera, vocês lidam com assuntos paranormais o tempo inteiro? Isso vai ser melhor que o meu antigo emprego!
Jonathan: Esse é o espirito! Te encontro no escritório.
Lizanne: Até lá!
Assim que saímos do prédio, nós nos separamos e entramos nos nossos carros. Nossa ultima parada do dia é apenas o escritório. Depois disso, só precisamos reunir todas as peças e enviar o relatório pro cliente. Então, o dia todo estaria livre. Graças a ela, não apenas reduziu o tempo que eu levaria pra conversar com a mãe das vítimas como também salvou minha vida.
Apenas gostaria de parar de pensar tanto nela... eu acho que já é tarde.
Escritório dos Caçadores Sombrios, São Paulo
18:00
No fim do dia, quando tudo já estava resolvido, todos nós nos reunimos na sala pra assistir TV e tomar café da tarde. Lizanne, agora um membro fixo da equipe, parecia estar muito contente. Catherine e Robinson aceitaram muito bem a presença dela. Apesar de tudo, o fato dela ser uma portadora de Lamcrox ainda me intriga. Ainda mais o fato da Lamcrox dela ser vermelha. Essa cor é muito incomum.
De repente, Lizanne se levantou do sofá e pegou sua bolsa na mesa.
Lizanne: Tchau, gente. Obrigada por me aceitarem.
Catherine: Você é super bem-vinda aqui, Liz. Espero vê-la amanhã.
Lizanne veio até nós e deu um beijo na bocheca de cada um de nós.
Robinson: Tchau, Lizanne.
Jonathan: Tchau, Liz.
POR QUE EU CHAMEI ELA DE LIZ???
Lizanne: Tchau, Jon.
Com isso, ela se dirigiu à saída e foi embora. E ainda fez meu corpo congelar por um momento. Ela me chamou de Jon!
... tarde demais. Eu me apaixonei.
Relatório do Caso
Caso: Victor Payne
Victor Payne foi um caso infeliz que terminou de forma infeliz. Ele passou muitos anos praticamente sozinho, sem ter ninguém pra conversar e ninguém pra confiar. A Falta da presença dos país apenas serviu pra piorar sua situação. Ele era um corpo perfeito pra se criar Depressão. Poucos dias antes do crime, ele havia pedido Elise em namoro, mas foi rejeitado. Seu vinculo com Anne também era fraco, já que ambos só se encontravam pessoalmente depois da faculdade e ela sempre estava pensando no namorado, tendo pouco tempo pra conversarem. Na faculdade, ele estava indo muito mal. Seus colegas de classe também não eram legais com ele.
O acumulo de problemas, falta de atenção, falta de comunicação e excesso de decepções só serviu pra alimentar Depressão dentro dele até chegar num ponto de matar as próprias amigas e tirar a própria vida. De algum modo, Depressão cresceu tanto que afetou também Lydia Payne, na qual quase comete os mesmo erros de seu filho.
Entidade chave: Depressão
Ass: Jonathan Johanson – Caçadores Sombrios
OBS: Negativo: Demônio criado a partir de sentimentos negativos dos humanos. Quanto mais forte os sentimentos, mais forte é o negativo.
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