~Legends Hunter~
A Lenda Eterna III: Os Três Reis
Parte II - Outono Paradoxal
Capítulo 16 - Paróquia dos Bonecos
Mansão da Estética, Reino Strife
09:11
Na manhã do dia seguinte, todos já estavam acordados e já tinham tomado café da manhã. Eu, Nita, Leon e Snake já estavamos arrumados e iriamos nos encontrar com Bulk na saída da cidade. Não iriamos ver a Farron, pois Bulk já deve ter avisado ela que estariamos indo pra lá novamente.
Alanis: Certo, todos já sabem o que fazer, certo?
Leon: Ir, dar uma olhada no lugar e voltar, certo?
Alanis: Exato. Não vai ser nada complicado. Talvez cheguemos antes do almoço.
Leon: É o que espero.
Alanis: Vamos.
Nós saímos da mansão com nossas armas e seguimos pra saída da cidade descendo a estrada.
Próximo do bar, apoiado em uma cerca de madeira, nós encontramos Bulk.
Bulk: Vocês chegaram.
Alanis: Você avisou a Farron?
Bulk: De nosso retorno? Sim, ela já está ciente.
Alanis: Ótimo. Você já sabe como vai ser. Nós vamos fazer uma reconhecimento da área e nós voltamos pra casa. Não vai demorar.
Bulk: Certo!
Se não houver nenhuma surpresa mecânica nos aguardando novamente, isso vai ser rápido.
Nós seguimos caminho em direção a Vila Nether super atentos a qualquer coisa que pudesse se mover. Ultimamente nossas missões tem sido um completo desastre. Quando não achamos que algo de errado pode acontecer, a chance de acontecer aumenta duzentos por cento.
No caminho, nós nos encontramos com um trio de maquínas vagando sem rumo pelo campo próximo da floresta. Por sorte, eles ainda não haviam nos visto. Nós puxamos nossas armas e nos aproximamos sorrateiramente por trás deles, mas Bulk caminhou um pouco mais rápido, chegando mais próximo deles. Assim que um deles percebeu a aproximação, Bulk deu um soco alto, arrancando a cabeça de uma das maquinas. Quando os outros dois perceberam, ele pegou o corpo da maquina sem cabeça e arremessou contra um deles, os fazendo explodir. O Ultimo restante teve seu "coração" removido do peito com as mãos nuas e ainda o esmagou com as duas mãos. Nossa tática de sigilo foi um completo lixo comparado a sua violência bruta.
Bulk: Problema resolvido.
Alanis: Eh... obrigada...
Bulk: Não tem de que. Vamos continuar.
Alanis: ...vamos...
Bulk... essa força dele não é natural. Nem malhando e treinando por mil anos faria alguém ter tamanha força. Em algum outro momento eu pergunto isso pra ele, mas não agora.
Nós continuamos o nosso caminho e finalmente, após vinte minutos, nós chegamos na floresta. Já conhecendo o caminho, todos nós entramos juntos e seguimos reto em direção à vila.
Kathy: Hm... algo está errado aqui.
Leon: Algum problema, Kathy?
Kathy: Muito errado. Sinto uma energia forte, mas ao mesmo tempo, fraca. Como algo que está presente aqui, mas não em forma física.
Alanis: Hmm. Fiquem atentos. Com uma vila com tantos mortos, isso pode facilmente ser algum fantasma.
Leon: Fantasma!?
Alanis: Infelizmente, algumas almas não conseguem o descanso eterno. Vagam sem rumo por ai até que alguém com capacidade consiga envia-los pro caminho da luz.
Leon: Você consegue?
Alanis: Talvez. Já faz decadás que não faço isso.
Eu nem lembro mais como era o ritual disso.
Leon: Então como vamos fazer isso?
Alanis: Isso o que?
Leon: Eliminar esses fantasmas!
Alanis: Eliminar? Eles nem se quer vão nos incomodar! Infelizmente, não há nada que possamos fazer. Esse lugar é literalmente uma cidade fantasma agora.
Nita: Que trocadilho maravilhoso.
Alanis: Não foi essa minha intenção... mas tá. Vamos continuar.
Continuamos seguindo em frente até chegar na cidade. Tudo estava do mesmo jeito quando viemos ontem. Isso é bom. Ao menos não teremos surpresas desagradáveis.
Alanis: Certo, querem se separar e tentar cobrir o máximo que puder daqui? A Vila não é muito grande, então podemos ir cada um investigar uma casa. Se algo acontecer, gritem.
Leon: Por mim, tudo bem.
Nita: Também.
Bulk: Sem problema nenhum.
Alanis: Se maioria não tem problema, então tudo bem. Cada um cuida de uma casa. Eu vou ver se eu consigo achar algo naquela paróquia.
Leon: Tem certeza que vai lá sozinha?
Alanis: É uma paróquia. Não é muito grande.
Leon: Certo. Se cuide.
Alanis: Vocês também.
Todos nós nos separamos, indo cada um vasculhar cada casa. Enquanto isso, segui em direção à paróquia ao norte da vila. Ela era enorme em altura, mas não grande coisa de largura. Deve ser uma dessas com o teto gigante que eu via quando menor.
Cheguei nos portões de grade e tentei abrir, mas estava trancado com um cadeado pelo outro lado. Quem trancou trancou por dentro e tenho certeza que a chave está com essa pessoa.
Alanis: Mas que droga...
Olhei pro alto do portão e da cerca e todas as pontas haviam lanças. Pular a cerca iria ser uma má ideia.
Por sorte, procurando algum tipo de entrada, encontrei uma parte da cerca que estava com as lanças entortadas. Iria dar pra pular perfeitamente. Escalei a cerca e pulei por cima, caíndo no gramado da frente da paróquia. Corri em direção ao portão e utilizei uma mágia fraca de fogo, aquecendo o ferro e quebrando o cadeado, assim qualquer um pode vir aqui depois se eu precisar.
Alanis: Certo, Alanis... ai vamos nós.
Tenho que admitir a vila do jeito que estava e essa paróquia abandonada no meio dessa floresta escura que mal entrava luz me dava uma sensação terrível, mas eu precisava fazer isso. Caminhei pela trilha de pedras em direção à paróquia e entrei pelo portão da frente. Mas, assim que entrei, a porta se fechou. Tentei abrir, mas estava trancada. Existe de fato fantasmas nesse lugar.
Alanis: Fantasmas brincalhões...
Criei uma pequena bomba de fogo e coloquei dentro da fechadura da porta, explodindo a tranca e destrancado a porta.
Alanis: Não no meu turno.
Com isso fora do caminho, agora posso explorar esse lugar.
A Paróquia estava completamente escura, sendo que o pouco de luz que entrava só iluminava próximo das janelas. O Que podia ver logo de cara é que os bancos de madeira estavam fora do lugar e havia alguns corpos espalhados pelo chão e outros pendurados nos bancos. Houve um massacre aqui e tudo por causa de uma garotinha...
Utilizando meu cajado, pude criar uma tocha improvisada usando uma mágia de fogo constante. Não era tão boa pra iluminar, mas servia. Já conseguia ver bem melhor o que havia à minha frente. Havia uma estátua do deus AKO no fim do corredor de corpos, bem no altar. Essa era uma paróquia feita especificamente para o deus AKO, um dos três deuses que ajudam a Deusa Naomi. Ele é o deus dos mares de e do ar. Interessante, considerando que Strife é o reino mais cercado de água de todo o mundo.
Me aproximei mais da estátua e pude ver um vitral logo atrás com uma imagem dos três deuses e a Deusa logo no meio, estando os dois em lados opostos e um bem acima da Deusa.
Alanis: Pobres pessoas. Não fizeram nada de errado e ainda foi assim que terminaram.
Próximo do altar, havia algumas velas que ainda podiam ser utilizadas. Acendi todas elas e peguei apenas uma pra ajudar a navegar pela escuridão. Assim poderia poupar minhas forças não gastando pra manter o fogo aceso. Logo depois, segui em direção a uma escada que havia no lado direito da paróquia. Ela levava direto pro topo da paróquia, onde estava o sino.
Assim que terminei de subir, não encontrei nada de importante ali. Mas, por outro lado, consegui uma vista maravilhosa de cima da floresta. Conseguia ver perfeitamente o campo, a praia e o Reino Strife daqui.
Alanis: Então é por isso que é tão alto. A vista é maravilhosa!
Assim que eu me virei pra trás, tive uma pequena surpresa. Logo atrás da paróquia e da vila, havia uma mansão escondida. Podia ver que havia alguém lá dentro e havia várias luzes acesas também.
Alanis: Como foi que eu não vi isso!?
Rapidamente, desci as escadas e abri um portão de ferro que havia nos fundos da paróquia. Mas, assim que abri, o grupo havia entrado na paróquia pela porta da frente. Fechei a porta dos fundos e voltei pra entrada, onde todos estava parados em choque.
Nita: O que diabos aconteceu aqui!?
Alanis: O Que acha? Quem matou as pessoas lá de fora matou as de dentro também.
Nita: Não sobrou nenhuma alma viva em toda a vila! Vasculhamos casa por casa e não achamos ninguém que esteja inteiro.
Leon: Alanis, você achou algo?
Alanis: Acredito que sim. Encontrei uma mansão atrás dessa paróquia e, pelo que vi, parece que existe alguém lá dentro.
Leon: Então ainda há sobreviventes aqui!
Alanis: É o que espero. Já estou indo pra lá. Vocês vão ou esqueceram algum lugar?
Todos: Nós vamos!
Alanis: Ótimo. Vamos.
Todos nós saímos da paróquia pela porta dos fundos e seguimos em direção a mansão por uma trilha de terra. Olhando por baixo, a mansão era ainda maior do que de cima. As luzes eram mais visíveis pelas janelas, mas eram de uma cor estranha. Todas eram azuis. Nunca havia visto luzes azuis sem ser fogo. E ainda teria que ser algo muito poderoso.
Assim que nós nos aproximamos das portas da entrada da mansão, Leon parou e começou a olhar pro seu anel.
Leon: Huh?
Alanis: Hm...? Algum problema?
Leon: O Anel está vibrando novamente.
De repente, a alma de Richard surgiu na frente de nós, bloqueando o caminho pra mansão.
Richard: Essa energia é tão... familiar. Esse lugar também me é muito familiar.
Alanis: Prazer em ve-lo novamente também, Richard.
Richard: O Que fazem aqui? Como acharam esse lugar?
Leon: Richard, algum problema?
Richard: Acredito que sim, e um problema bem grande. Sinto muitas energias estranhas aqui, mas de certo modo, familiares.
Kathy: Devo dizer que ele está falando a verdade. Também sinto várias energias nessa mansão.
Alanis: As luzes azuis...
Nita: Esse lugar claramente é uma mansão mal assombrada.
Richard: Antes fosse. Não apenas sinto energias estranhas, como sinto algo nos atraindo pra dentro. Pode sentir isso também, Kathy?
Kathy: Huh... não. Absolutamente não sinto isso.
Alanis: Não importa o que seja, nós vamos investigar mesmo assim.
Continuei em frente pela trilha e subi os degraus da entrada. Mas, assim que tentei abrir as portas da mansão, elas não abriam.
Alanis: Droga. Está trancada.
Richard: Permita-me.
Richard entrou na minha frente e juntou suas mãos.
Richard: Sob a luz do sol nosso espirito será purificado, dentro do mar nossas impurezas serão lavadas, ao soprar do vento nossos desejos impuros serão levados, pela vontade da natureza nós sobreviveremos e pela benção dos deuses nenhum inimigo nos derrotará. AKO – RYO – NISO.
De repente, um estalo pode ser ouvido de dentro da mansão e as portas começaram a se abrir lentamente.
Alanis: Mas que...
Richard: O juramento que nos foi ensinado desde pequeno pelos habitantes da vila. De algum modo, eu ainda lembro disso.
Alanis: Oh... isso é ótimo, certo? Obrigado por abrir as portas.
Snake: Vamos entrando.
Todos já foram entrando na mansão, mas eu fiquei um tanto quanto intrigada com esse juramento. Isso nunca me foi ensinado e nem sequer mencionado quando eu era apenas uma novata na Tribo das Sombras. Eu achei que entendia tudo do sobrenatural, mas pelo visto, ainda tem coisas que não aprendi.
Nita: E você disse que ia ser coisa rápida.
Nita passou por mim dizendo isso e instintivamente olhei pra ela com raiva. Eu nem sempre posso prever como as coisas vão se sair!
Assim que todos entraram na mansão, eu entrei por ultima e as portas se fecharam. Agora não tem mais volta. Nós estavamos na entrada da mansão. Logo de cara, havia duas escadas levando pro primeiro andar e ligando duas portas. Abaixo, havia uma porta central e duas nos cantos abaixo das escadas. Isso vai levar um tempo...
Alanis: Certo, todos se separem. Temos muito o que vasculhar por aqui.
Leon: De novo?
Alanis vamos em duplas dessa vez. Leon, você vem comigo. Snake e Nita, cubram os quartos da direita. Bulk, cubra o da esquerda. Eu e Leon vamos cuidar dos andares de cima.
Todos: Certo!
Alanis: Ótimo. Boa sorte pra todos.
E com isso, todos se separaram, indo cada um pro lugar determinado. Isso ao menos vai acelerar as coisas.
Eu e Leon (E consequentemente, Richard) seguimos pro primeiro andar da mansão, entrando na porta à esquerda de nós. Chegamos em uma sala extremamente empoeirada com alguns sofás rasgados e umas estantes com livros. Se eu tivesse tempo, adoraria pegar alguns pra ler.
Leon: Esse lugar esteve abandonado por um bom tempo.
Alanis: Absolutamente.
Me dirigi até a uma das estantes, mas, no caminho, tropecei em algo entrei dois sofás. Quando olhei, era uma boneca de pano com um vestido vermelho.
Leon: Você está bem?
Alanis: É, estou. Só tropecei nessa boneca.
Peguei a boneca do chão e me levantei. Parecia ser uma boneca de pano qualquer, mas estava estranhamente inteira e limpa. Não é muito certo, considerando o estado da mansão.
Alanis: Pelo jeito, quem morava aqui tinha uma filha
Richard: Posso ver essa boneca?
Alanis: Sim, claro.
Entrei a boneca nas mãos do Richard. Enquanto isso, comecei a olhar uns livros na estante. Quem sabe eu encontre algo bom aqui.
Richard: Essa boneca... eu tenho uma leve recordação dessa boneca.
Leon: Hm?
Richard: Eu acho que eu tinha uma irmã que era fanática por bonecas... é, eu tinha sim uma irmã.
Alanis: Está conseguindo recuperar suas memórias?
Havia tantos livros interessantes aqui...
Richard: Acho que estou. Eu lembro de ver várias bonecas assim. Meus pais viviam dando bonecas nova pra ela. Sempre foi a mimada da família.
Leon: Essa mansão deve ser sua casa então.
Alanis: Você vivia bem. Olha só quantos livros bons que vocês tinham.
Eles tinham “Ultimate Fantasy VII”! Eu estive procurando por esse livro em Sunfall faz anos!
Mas também tinham “The Legend of Zanda: Underground Sword”. Esse é um lixo.
Richard: Eu acho que é a minha casa mesmo. Olhando bem, tem tantas coisas familiares...
Alanis: AAAH!
Leon: O QUE FOI?!
Alanis: ELES TINHAM “KINGDOM OF HEARTS IV”! POR FAVOR, POR FAVOR, ME DEIXA LEVAR ESSE LIVRO COMIGO!
Richard: Tudo bem, leve. Esses livros não me tem utilidade.
Alanis: AI, OBRIGADA!
ESSE É O DIA MAIS FELIZ DA MINHA VIDA!
Se ele não vai precisar disso, talvez eu leve aquele “Ultimate Fantasy VII” também...
Leon: Huh?
De repente, vários sons de passos de alguém correndo pelo corredor à nossa esquerda surgiram.
Alanis: Vocês ouviram isso?
Leon: Ouvi alto e claro.
Comecei a olhar ao nosso redor e não vi nada... até que percebi que a boneca já não estava mais aqui.
Alanis: Richard, onde você deixou a boneca?
Richard: Eu havia deixado encima desse sofá.
Ele apontou pro sofá vermelho à minha direita. Não havia nenhuma boneca ali.
Alanis: Ela já não está mais ali...
Leon: Será que aqueles passos...
Alanis: Definitivamente.
Peguei os dois livros e coloquei dentro da bolsa do Leon.
Leon: Ei!
Alanis: Me faça esse favor. Não posso carregar tudo nas mãos. Temos que continuar investigando essa mansão.
Leon: Hm. Certo.
Alanis: Fique atento. Tem uma boneca andando sozinha por ai.
Coloquei minha lança em mãos e Leon pegou sua espada e seguimos pelo corredor.
O corredor terminava em uma porta. Assim que abrimos, chegamos em algum tipo de sala de armazenamento. Havia caixas por todos os cantos e vários insetos. Mas o mais chamativo era as bonecas amontoadas em um canto. Havia pelo menos seis bonecas amontoadas em uma caixa no canto da sala. Usando minha lança, eu perfurei uma por uma, mas nenhuma teve reação.
Alanis: Hm. Essas estão normais.
De repente, uma boneca pulou em mim pela minha esquerda e começou a puxar meu cabelo.
Boneca: Você vai se encontrar com a mamãe!
Alanis: TIRA ESSA COISA DE MIM!
Eu consegui retirar a boneca de cima de mim e jogar na parede próxima do Leon. Rapidamente, ele retirou seu machado e cortou a boneca no meio com um ataque direto que cortou até o chão.
Leon: Que droga de bonecas são essas!?
Alanis: Sua irmã praticava algum tipo de bruxaria!?
Richard: N-Não que eu saiba.
Alanis: Você viu algum espirito próximo da boneca?
Richard: Não.
Alanis: Então sim, ela fazia bruxarias. Como fantasma, você seria capaz de ver outros fantasmas.
Richard: Mas eu vi um espirito logo após que a boneca foi cortada.
Alanis: ...o que...
Alguém está usando as bonecas como recipiente de almas. Alguém está literalmente brincando com espiritos!
Alanis: Seja lá quem for que está fazendo isso, ainda está dentro da casa e está aprisionando almas.
Essas pobres almas... tanto tempo se passou e eles nunca conseguiram descanso por causa de uma brincadeira.
De repente, pude ouvir um barulho alto vindo do andar debaixo. Parecia madeira quebrando.
Leon: Você ouviu isso?
Alanis: Sim, isso foi onde o Bulk está.
Nós saímos daquela sala o mais rápido possível e descemos pra entrada indo em busca do Bulk. Nós entramos na porta esquerda e encontramos Bulk parado próximo de um enorme buraco escuro na parede.
Bulk: Ei, encontraram algo?
Alanis: Algumas coisas. Ouvimos um barulho vindo daqui. Você está bem?
Bulk: Estou, não se preocupe. Fui atacado por algumas bonecas, mas já resolvi o problema.
Richard: O que é aquele buraco?
Bulk: Achei esse buraco logo atrás de uma estante. Quebrou quando joguei as bonecas ali.
De repente, Nita e Snake vieram correndo pra nós por uma porta de outra sala.
Nita: O que houve? Ouvimos um barulhão vindo daqui.
Bulk: Não foi nada.
Alanis: Interessante...
Me aproximei lentamente do buraco na parede e vi uma escadaria em espiral levando mais fundo na mansão.
Alanis: Parabéns, Bulk. Você achou uma passagem secreta.
Bulk: Não foi nada.
Nita: Consegue ver até onde vai?
Alanis: Não. Além de ser escuro, parece ser bem fundo. Vamos ter que ir todos juntos.
Leon: Então vamos.
Indo um por um, todos nós começamos a descer a enorme escadaria. O quão estreito isso era me dava um frio na barriga e me deixava tensa, como também me dava uma leve tontura. Um erro e estaria chegando lá em baixo com a cabeça em pedaços.
Alanis: Fiquem próximos a parede. Não iria querer escorregar daqui.
Quanto mais iamos descendo, mais perto já estavamos do chão. Porém, quanto mais iamos descendo, fomos notando algumas bonecas presas nas paredes com estacas, mas ainda estavam vivas e se mexendo. Alguém veio aqui antes?
Nita: Sabe de uma coisa? A Pior parte não é descer.
Alanis: Hm?
Nita: Teremos que subir isso tudo depois.
Alanis: Ah é...
Considerando nossa sorte, com certeza com algo nos perseguindo ou esse lugar indo pra baixo. Pra quem foi ensinada que não se pode correr nas escadas, isso é algo que fiz toda minha vida.
Após três minutos, nós finalmente chegamos no solo. A escada dava direto pra um túnel reto. Logo ao lado da escada, havia uma pilha de bonecas queimadas. O que diabos aconteceu nesse lugar?
Richard: Essa energia...
Leon: Que energia?
Kathy: Sinto uma energia extremamente chamativa no fundo desse túnel.
Richard: ...M-Mãe? Eu ouço sua voz.
De repente, Richard seguiu em direção ao túnel.
Leon: ESPERA!
Rapidamente, Leon foi correndo atrás. Sem enrolar, nós fomos atrás entrando no túnel.
O Túnel era longo e escuro, mas já conseguia ver a saída do outro lado. Estavamos indo em direção a outro daqueles lugares mecanizados. Essa era outra daquelas fábricas das maquinas.
Assim que atravessamos, chegamos em uma sala enorme, cheio de maquinas sem suas armaduras de aço e uma maquina gigante no centro, mas todos pareciam estar desligados.
Alanis: Mais daquelas maquinas.
Nita: Que bom que viemos aqui. Podemos destruir agora antes que funcionem.
Alanis: Certo--
???: Oh, brinquedos novos!
No centro da sala, havia uma mulher extremamente ferida pendurada por correntes no teto e uma boneca em tamanho real parada próxima a ela.
Alanis: Mais daquelas bonecas.
Richard: Stella!
Stella: Richard, quanto tempo!? Achei que não iria visitar mais sua família.
Richard: Por que você fez isso? O que você fez com a nossa família???
Stella: Eu nos uni. Fiz aquilo que nossa família evitou por tantos anos.
Richard: VOCÊ MATOU TO--
Stella: Agora só falta você. Junte-se a nós!
De repente, a boneca abriu sua boca e Richard foi sugado sem nenhum esforço.
Leon: RICHARD!!!
Alanis: SOLTE-O AGORA!
Snake: Que garota egoísta Liberte todas as almas que você aprisionou!
Stella: As almas estão mais felizes comigo. Eles tem uma nova chance. Todos são meus amigos e serão pra sempre! Todos estão comigo. Minha família, meus amigos. TODOS!
Alanis: Você está condenando sua própria alma, garota estupida!
Stella: Minha alma? Desculpe, eu não tenho mais alma. Ele a possuiu faz anos. O Senhor da Ultima Esperança me espera.
Ultima Esperança...?
Stella: Mas... Mas até lá, por que vocês também não se unem a mim?
De repente, a boneca em tamanho real se desmotou e várias bonecas vieram correndo pelo túnel, se juntando a boneca caída. Quando percebemos, todas as bonecas se formaram em uma cabeça gigante com quatro braços. Não bastando, os quatro braços agarraram quatro maquinas e os destruíram, pegando partes deles e colocando nele próprio.
De repente, quatro bonecas saíram do chão e começaram a vir lentamente até nós.
Stella: Sejam bem-vindos a família!
Leon: Obrigado, mas dispenso essa oportunidade.
Rapidamente, todos nós puxamos nossas armas e Leon deu inicio cortando uma das bonecas ao meio com sua espada.
Stella: Ingratos. Suas almas serão torturadas pra sempre! ATAQUE-OS!
As bonecas vieram em nossa direção muito rapidamente.
Leon chutou uma delas e cortou a cabeça de outra que estava passando próximo a ele.
Nita conjurou uma rajada de chamas negras atingindo a boneca mestre diretamente, queimando algumas bonecas que a cobria.
Usando meu cajado, conjurei algumas bolas de fogo que atingiram duas bonecas que estavam correndo até nós e uma que acertou no braço superior direito da Boneca mestre.
Kathy conjurou uma barreira mágica em volta de todos nós.
Snake criou uma marreta de aço com as máquinas próximas, correu em direção a Boneca mestre e acertou a cabeça em cheio, destruíndo parte da armadura e a separando de várias bonecas.
Bulk pulou diretamente na cabeça, abriu cinco buracos com cinco socos e finalizou com um chute, empurrando a cabeça pra parede no fim da sala. Com isso, ele fez as correntes onde a Stella estava pendurada se romperem, a fazendo cair de de cabeça no chão.
Stalla: Ugh! C-COMO!? ISSO NÃO ERA PRA ACONTECER!
De repente, a cabeça se levantou usando seus braços como pernas, abriu sua boca e começou a sugar Stella.
Stella: O-O Que!? PARE! Você vai destruir toda nossa família se me matar!
Ela tentou se segurar no chão, mas foi puxada com força pra dentro da cabeça e esmagada pelos dentes de boneca.
Alanis: Que trágico.
Leon: Morta pela própria criação.
Alanis: Uh!?
De repente, os buracos que Bulk havia aberto estavam se recuperando. Todas as almas que haviam sido consumidas pelas bonecas haviam se únido em apenas uma, formando uma aberração fantasmagórica. Todos eles estavam controlando a boneca mestre e a estavam trazendo diretamente pra nós.
Leon: Essa coisa não vai cair tão cedo.
Alanis: Terei que me livrar de todos esses espiritos, mas um por um iria demorar demais.
Nita: O Que vai fazer então?
Alanis: Preciso fazer um ritual, mas irá demorar um pouco. Preciso que vocês mantenham essas bonecas longe de mim.
Todos: Certo!
Alanis: Obrigada.
Enquanto todos iam enfrentando a Boneca, eu peguei minha lança, fiz um circulo com o símbolo da Tribo das Sombras riscando o chão e comecei a dizer as palavras que me foram ensinadas pela própria Sarah Dorman.
Alanis: Deusa Naomi, criadora da vida e mãe de todos. Sua filha pede sua ajuda em um momento de dificuldade. Livre-me de nossos inimigos, livre-me de espiritos maliciosos, livre-me de--
Leon: ALANIS, CUIDADO!
Ao olhar pro lado, vi uma boneca correndo em minha direção. Mas, rapidamente, a agarrei e a impalei no circulo no chão com minha lança.
Alanis: Livre-me de feitiços malignos e seus conjuradores. Leve todos os espiritos embora, guie-os para Lacrious, pois estão perdidos na terra. Em seu nome, em nome de AKO, RIO, NISU e em nome de todos os seus escolhidos, eu derramos meu sangue como prova de fidelidade. O Mal não prevalecerá enquanto a Tribo estiver viva.
Usando uma adaga que estava em meu bolso, fiz um corte em meu pulso e derramei o sangue no circulo.
Alanis: WASMUDO!
O ritual foi bem sucedido. Um portal se abriu no círculo e as almas que haviam sido roubadas estavam sendo levadas, mas as bonecas não conseguiam passar. Havia uma enorme corrente de almas sendo puxadas de dentro da boneca mestre. Mas, em uma ultima tentativa de nos impedir, a cabeça abriu a boca, revelando um canhão que havia roubado de uma das máquinas. Ele estava carregando uma energia e iria disparar em nossa direção.
Alanis: PROTEJAM-SE!!!
Leon: Fiquem atrás de mim!
Leon pegou seu escudo espelhado e levantou a sua frente. A Cabeça disparou o canhão, liberando uma forte energia, mas o escudo conseguiu refletir, fazendo a energia voltar contra a boneca e a cabeça, cortando a cabeça ao meio e desintegrando a boneca. Com isso, as almas que estavam resistindo foram levadas pro portal.
Quando todas as almas foram levadas, o portal se fechou. Pra quem já estava anos sem usar esse ritual, até que me mantive bem.
Nita: É isso? Acabou?
Alanis: Acabou. Todas as almas que estavam aqui foram embora.
Leon: Ótimo! Então conseguimos. Podemos ir embora agora.
Alanis: Ainda não. Tem essa sala inteira pra checar e ainda tem mais uma daquelas máquinas gigantes aqui.
Leon: Ah... certo.
Alanis: Isso vai ser rápido. Deêm uma olhada pelo lugar. Se acharem algo, vamos levar pra mansão e analisaremos lá.
Todos: Certo.
Todos se separaram pra vasculharem o lugar. Eu segui reto, indo em direção à uma mesa próximo de um objeto em forma de arco. Não sei o que era, mas não estava curiosa pra tocar naquilo. Não quero cometer o mesmo erro que cometi quando fomos pra fábrica.
Na mesa, eu achei alguns livros e uns papeis. Novamente, todos os papeis estavam com uma língua estranha. Porém, o livro era bem legível. Parecia ser um diário. Talvez o diário da Stella?
Abri pra ler. Podia ter alguma informação boa. Havia muitas páginas contando sobre o passado da família dela e como tudo aconteceu, mas não tenho tempo pra ler tudo isso. Comecei a virar várias páginas até achar algo que pudesse exclarecer o surgimento dessas máquinas. Até que finalmente achei algo.
–… Hoje eu vi uns homens surgirem na minha frente por um portal. Eles eram estranhos, prateados e usavam roupas estranhas. Eles me viram, mas não fizeram nada. Creio que não seriam um incomodo pros meus planos. Espero. Eu só quero reunir minha família novamente. Apenas isso. -
- Vi mais daqueles homens saindo de um portal, mas dessa vez, eles eram grandes e fortes. Não tinham nenhuma aparência humana. O Mais estranho é que não podia sentir alma em nenhum deles. Não iriam servir pros meus planos. Deixarei eles em paz. -
- Estou presenciando mudanças no porão. Aqueles homens estão cavando o lugar, construíndo paredes e coisas estranhas aqui. Até trouxeram uma menina humana, mas ela também não tinha alma como eles. Eu não vou deixar eles difamarem meu lar! -
- Eles destruíram minhas bonecas sem dificuldade, mas ainda não tentaram fazer nada comigo. Será que se quer me viram? Ouvi algumas coisas deles. Ficam chamando essas coisas de “Robôs” ou seja lá o que for. Eu não gosto disso. Mas não importa. Amanhã completarei o ritual. Só preciso achar algumas correntes e estarei com minha família novamente. -
Robôs? Então esse é o nome dessas máquinas. Esse diário tem muitas informações. Com certeza levarei pra mansão.
Peguei o diário e os papeis e coloquei no meu bolso. Era o máximo que conseguia levar. Hora de voltar pra casa.
Alanis: Vamos voltar. Achei o que precisava.
Leon: Sério? Isso é ótimo! Finalmente vamos sair daqui.
Todos se reuniram no caminho pro túnel. Mas, quando já estavamos saindo...
???: Vocês são realmente um incomodo.
Quando olhei pra trás, eu vi um homem com uma roupa estranha. Não parecia ser nada humano. Ele estava logo afrente daquele objeto em forma de arco. Talvez aquilo fosse o portal que Stella disse no diário.
Alanis: Você...
Leon: O que você quer???
Kujacker: Vocês verão logo logo.
De repente, mais três homens com roupas estranhas saíram do portal e ficaram ao lado dele.
???: Kujacker, achei que não haveria intrusos por aqui.
Kujacker: Não se preocupem, camaradas. Isso será resolvido logo.
???: Espero que esteja certo disso. Luminus não iria gostar de saber disso.
Alanis: QUEM SÃO VOCÊS?! POR QUE ESTÃO NOS INFERNIZANDO?!
Kujacker: Isso não lhes interessa. Vocês são apenas humanos nojentos e podres. Logo logo essa terra será feita sob nossos moldes e a sujeira que vocês causam será desfeita.
???: O Futuro será diferente. Não haverá nenhum de vocês lá.
???: A Nova linha do tempo está prestes a começar.
Um dos homens seguiram pro canto direito da sala, onde havia um objeto imenso com vários botões.
???: Espero que saibam correr, pois não vão conseguir se esconder.
Assim que ele apertou um dos botões, todos os robôs começaram a fazer barulhos. Mas, em particular, o robô grande estava começando a se mexer. Cada movimento minimo já fazia todas as paredes e o solo estremecer Ficar aqui não é a melhor das ideias.
Alanis: Saiam daqui. Esse lugar vai desabar!
Não podiamos arriscar tudo e enfrentar esses robôs. Isso teria que ficar pra outra hora.
Nós começamos a correr escada acima e o chão estava tremendo cada vez mais. Podia ouvir sons de algo quebrando. Provalmente a mansão já estava indo abaixo.
Quando chegamos na mansão, metade dela já estava caíndo por um buraco enorme. Nós continuamos a correr indo em direção a saída. Quando finalmente saímos, toda a mansão foi consumida por uma cratéra no chão. Como se não pudesse piorar, um robô gigante em forma de mariposa saiu de dentro da cratéra e começou a voar em direção ao leste. Aquilo era assustador. Ele podia facilmente cobrir toda a vila.
Bulk: Isso é péssimo! Precisamos avisar a rainha imediatamente!
Alanis: Isso se aquela coisa já não estiver indo pra lá. Vamos ter que acelerar.
Ia ser um caminho terrível de volta pra casa.
Campo de Blacksoul
Assim que saímos da floresta, Já não tinha mais visão alguma da mariposa. Não havia ído pro reino, mas não tinha visão alguma também. Isso é péssimo!
Alanis: Droga! Perdemos aquela coisa de vista.
Nita: Ele foi pro Leste, certo? Dali ele não sai. Uma hora ele vai aparecer.
Snake: Espero que todos estejam preparados.
Alanis: UGH! Eu não acredito nisso! Por que todo mundo quer destruir nossa terra!?
Leon: Vamos ter certeza que eles é quem serão destruídos. Eles nem se quer são humanos!
Alanis: Mas que droga!
Já estava cansada do dia de hoje e já cansada de entrar em briga atrás de briga. Isso tudo é culpa daqueles dragões imbecis!
Voltar pra casa e falar pra Farron tudo o que aconteceu hoje ia ser difícil, mas eu não ligo. Eu só quero ir pra minha cama e descansar. Que dia péssimo. E pensar que eu disse que isso ia ser rápido.
Castelo Strife, Reino Strife
13:37
Farron: O QUE!? COMO VOCÊS DEIXARAM!?
Alanis: Não havia como enfrenta-los ali!
Farron: UGHHH!!!
Farron pegou sua coroa da cabeça a jogou no chão com muita raiva.
Farron: MAS QUE PORRA, ALANIS! QUAL A PORRA DO SEU PROBLEMA!? NÃO CONSIGO ACREDITAR QUE VOCÊS DEIXARAM TAMANHA OPORTUNIDADE PASSAR!
Bulk: Vossa majestadade, não havia como enfrenta-los lá. Toda a mansão estava desabando e--
Farron: Cale a boca, Bulk. Eu não pedi suas desculpas, pedi? Quando EU me dirigir a VOCÊ, AI VOCÊ fala. Bando de incompetentes.
Farron começou a andar de um lado pro outro resmungando com as mãos na cabeça, pronta pra arrancar os cabelos.
Alanis: Quer saber de uma coisa? Você que é uma puta inútil e incompetente.
Farron: …
Farron parou na hora e olhou pra mim congelada. Eu acertei o ponto fraco.
Alanis: Inútil, incompetente e uma mandona exigente!
Farron: O-O que você disse?
Alanis: Lave os ouvido e talvez escute direito!
Farron pulou na minha direção na hora. Ela se agarrou em mim e começou a puxar meu cabelo e me dar socos no rosto. Revidei dando chutes em sua virilha e socando seu peito. Alguém sairia dali morta ou desmaiada, mas Bulk pegou Farron pelos braços, nos separando.
Farron: EU QUERO VER VOCÊ FALAR ISSO DE NOVO! VAMOS, FALE MAIS UMA VEZ! FALE!!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!!
Alanis: INÚTIL, INCOMPETENTE E EXIGENTE! PUTA, INÚTIL, INCOMPETENTE E EXIGENTE!!! TÁ SATISFEITA OU QUER MAIS?
Farron: ME SOLTA BULK, É UMA ORDEM!
Alanis: TÃO INUTIL QUE NÃO CONSEGUE NEM SE SOLTAR DO SEU SERVO!
De repente, Leon chegou por trás de mim e tampou minha boca com sua mão.
Leon: Certo, já chega vocês duas. Vocês já são crescidas demais pra ficarem brigando.
Nita: As duas já são maduras o suficiente pra resolverem as coisas conversando. Hajam como pessoas maduras. Essa rivalidade de irmãs não vai levar a nada.
Alanis: Huahuhuhhauhauhu
Leon tirou a mão da minha boca, mas continou me segurando.
Alanis: Sabe de uma coisa? Eles estão certos. Eu sei como resolver isso.
Farron: Eu quero mais é que morra!
Alanis: Talvez. Já que você me acha tão incompetente, que tal VOCÊ ir comigo na próxima missão, hein? Já que você é tão boa em falar, que tão provar que também é boa em agir.
Leon: Alanis, o que você tá fazendo?
Alanis: Hein? Que tal? Parece bom pra você, majestade?
Farron: Eu não perderia meu tempo com você!
Alanis: Não perderia tempo ou não perderia a merda que você carrega por se cagar em batalha? Além de inútil também é medrosa?
Nita: Chega vocês duas!
Anna: Escutem, vocês duas vão resolver isso logo? Por que enquanto vocês ficam brigando, aquelas coisas estão andando por ai e, se o que Alanis contou é verdade, tem uma mariposa gigante pronta pra nos destruir. Vamos ficar aqui perdendo tempo com uma discussão imbecil ou vamos agir?
Ela estava certa. Essa discussão não ia chegar em lugar algum. Ficou um breve silêncio na sala por um tempo.
Farron: …está bem.
Alanis: Está bem o que?
Farron: Está bem, eu vou com você.
Alanis: Ótimo.
Farron e Alanis: Agora me solte!
Rapidamente, Leon e Bulk nos soltaram e se distanciaram de nós.
Farron: Mas com uma condição.
Alanis: Diga.
Farron: Se a missão for um fracasso por sua culpa, aquela mansão que você tanto quer será demolida e todos vocês são expulsos do meu reino.
Alanis: Feito!
Nós apertamos as mãos em forma de acordo, mas ela estava apertando muito mais forte.
Camila: Ótimo, finalmente algo! Agora podemos ir pra casa?
Farron: Podem. Estão dispensados.
Leon: Finalmente!
Nos já estavamos indo em direção a saída, até que Farron nos chamos de novo.
Farron: Esperem.
Alanis: O que foi?
Farron: ...ah... Olha, se quiserem ir pra mansão abandonada, fiquem a vontade. Aproveitem enquanto pode.
Alanis: Obrigada.
Farron: Encontro vocês amanhã cedo.
Nós saímos do castelo aliviados. Finalmente a mansão é nossa!
Camila: Aquilo foi desnecessário.
Alanis: Ela pediu por isso. Já cansei de engolir todas as merdas que ela joga em mim. Vocês estavam comigo, mas ela só quer saber de mim!
Fresh: Irmãs... coisas de família sempre são assim.
Nós seguimos caminho em direção a mansão abandonada. Só espero que não seja mais uma casa assombrada.
Após cinco minutos de caminhada, nós chegamos nos portões da mansão. A mansão já estava velha, sem cuidados e havia trepadeiras por todos os lados. A mansão já não era usada fazia eras.
Leon: Será que está assombrada também?
Alanis: Espero que não.
Nita: O estado disso está horrível!
Anna: Bem, já sabem o que fazer amanhã. Teremos uma boa reforma pra fazer.
E quanta reforma...
Mas ao menos temos nossa própria mansão e o novo Clube do Chá! Amanhã será um dia corrido. Mas, agora, meu dia já acaba assim que eu deitar na minha cama em minha mansão abandonada.
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