segunda-feira, 4 de abril de 2022

Psi-Ops: The Mindgate Conspiracy (2004) (PC) - Análise

 ~Taynori Hunter~


Capa Oficial

Psi-Ops: The Mindgate Conspiracy é um jogo em Terceira-Pessoa de Ação-Aventura desenvolvido pela Midway Games para Xbox, Playstation 2 e Microsoft Windows. Lançado na América do Norte em 14 de Junho de 2004, seguido pela versão Europeia lançada em 1 de Outubro de 2004. 

    Uma versão gratuita foi lançada pela FilePlanet em 9 de Junho de 2008, contendo o jogo completo, mas com anúncios que poderiam ser removidos ao comprar o jogo. Em Dezembro de 2008, MajorGeeks passou a hospedar o jogo completo, ainda de forma gratuita e sem anúncios.


— Gráficos: Psi-Ops: The Mindgate Conspiracy não se esforça muito. Apesar possuir gráficos razoáveis para 2004, o jogo se prejudica por manter cenários muito parecidos e sem graça, possuindo variações bem próximo do final do jogo e, ainda assim, continua sendo sem graça e monótono de se olhar. Todos os personagens são cartunescos, mas feios e genéricos. Inimigos se repetem pelo jogo inteiro com pouquíssimas variedades. Para piorar a situação, pelo fato do jogo ser de 2004 e não ter suporte algum para sistemas modernos, você é forçado a jogar em resoluções 4:3 e, se você possui dois monitores, você terá que desligar um deles, pois o jogo não trava o mouse dentro da janela e, diversas vezes, você vai clicar para fora do jogo no meio da ação por causa disso.

Três dos quatro cenários do jogo, todos sempre se prendendo na temática "militar".

— Estória: Em Psi-Ops, você controla Nick Scryer, um homem que acorda em um local misterioso onde acontecem experimentos relacionados ao cérebro. Sem memórias de seu passado, ele se vê refém de uma organização chamada "The Movement".

    Por mais que a estória tenha potencial para ser boa, ele acaba sendo sem graça, genérica e pouco aprofundada. Existem reviravoltas, revelações e poucas coisas que te empolgam para continuar o jogo, mas acaba sendo entediante e genérico como diversos jogos que vieram antes e viriam anos seguintes. Mas, caso você queira experimentar o jogo e gostou do pouco que você viu da estória, aqui vai mais um motivo para não se importar com a estória: O jogo termina com um Cliffhanger e NÃO EXISTE UMA CONTINUAÇÃO! Simplesmente não pensaram em fazer uma continuação e não acredito que irão.

— Jogabilidade: Assim como os jogos da época, Psi-Ops foca sua jogabilidade em poderes psíquicos e uso de físicas, muito inspirado em Half-Life 2, jogo que sairia no mesmo ano. Porém, Psi-Ops faz isso de forma cansativa e desinteressante. Armas imprecisas, fracas e nada criativas. Combates sempre em corredores e podem ser facilmente resolvidos usando apenas seus poderes. Como se não bastasse, há também muito "vai e volta", o que prolonga o jogo de forma muito artificial. Apesar disso tudo, a jogabilidade não é ruim, mas sim chata, cansativa e desinteressante. Outra vez, coisas que poderiam ser muito melhor exploradas, mas são básicas e sem graça.


Alguns dos encontros e possíveis soluções.


— Trilha Sonora: Sem graça e completamente esquecível. A única coisa que vale a pena mencionar é que o jogo possui uma música composta pela banda Cold chamada "With my Mind". Mas é só isso.

— Fator Replay: Psi-Ops possui quatro dificuldades para poder jogar. Além disso, escondidos pelos mapas, há gnomos de jardim que podem ser obtidos para liberar desafios extras. Esses desafios são coisas que vão além de combate, mas também, teste de habilidades e uso de mecânicas que não é explicado em nenhum momento durante o modo história.


No geral, Psi-Ops é um jogo que tinha muito potencial e que foi pouquissimo explorado, ficando preso em uma temática chata e repetitiva. O jogo sofre de chatice severa, fazendo jogar isso passar quase a mesma sensação de estar fazendo uma tarefa, não se divertindo. Mesmo com seu foco em físicas e ragdolls, ele faz isso de uma forma muito ruim e sem graça. A única coisa que faz valer a pena experimentar esse jogo é o fato de estar de graça em um site confiável. É como diz o ditado: "De graça, até injeção na testa".

Nota: 5/10

Dificuldade: Normal.


Até a próxima análise!


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