quarta-feira, 13 de abril de 2022

DRIV3R (PC) (2005) - Análise

~Taynori Hunter~


Capa Oficial


Driver 3 (Estilizado como DRIV3R) é um jogo de Ação-Aventura em terceira pessoa, o terceiro jogo da franquia Driver. Desenvolvido pela Reflections Interactive, publicado pela Atari, Inc., e lançado para PlayStation 2, Xbox e celulares em junho de 2004, Microsoft Windows em março de 2005, e Game Boy Advance em outubro de 2005. (Fonte: Wikipedia US, traduzido por Taynori Hunter).


— Gráficos: DRIV3R, comparado aos jogos anteriores, teve um grande avanço gráfico. Mapas grandes, abertos e completamente 3D. Todos os veículos, personagens e armas totalmente 3D e super bem modelados. Iluminação vai de mapa para mapa. Em Miami, a iluminação é muito bem feita e o sol quase sempre está no céu, passando muito bem a sensação de estar em uma cidade costeira, conhecida pelas suas belas praias. Em Nice, o sol raramente aparece, tendo mais destaque clima nublado e chuvoso. Em Istambul, apesar do sol ser visível, névoa amarela toma conta do ambiente. Comparado com jogos mundo aberto da época, é um jogo muito bonito, mas, apesar de tudo, a maior falha também é a iluminação. Personagens são tão reluzentes que parecem serem feitos de plástico. Há poucas opções gráficas, poucas resoluções disponíveis.


Alguns dos locais visitáveis.


— Estória: Em DRIV3R, Você joga com Tanner, um policial que se infiltra em uma gangue envolvida com tráfico de carros a mando de alguém maior que eles. Por mais que a estória não seja a coisa mais inovadora do mundo, ela é muito boa e te prende com facilidade. Sendo muito baseado em filmes policiais, toda a progressão, enredo e cenas são feitas com "Filme" em mente. Personagens são carismáticos, mas irrealistas. Todos possuem atitude, sempre estão prontos para surpresas e possuem plano B quando algo dá errado, assim como qualquer filme policial cliché. De jeito nenhum isso é ruim, mas se você espera uma estória séria com emoções, seriedade e grandes consequências, não é aqui que você vai encontrar. Mas, com toda certeza, você terá um bom filme interativo de policiais em suas mãos.


— Jogabilidade: DRIV3R teve uma grande evolução de seu jogo anterior para esse. Porém, nem toda evolução é melhor. Carros derrapam com extrema facilidade. Andar à pé pelas ruas é extremamente devagar. Combate com armas é sem graça e entediante. Comparado com outros jogo da época, GTA San Andreas em particular, DRIV3R falha miseravelmente em trazer uma jogabilidade boa e interessante. Para piorar a situação, a versão de PC tem uma péssima compatibilidade com controles. Por mais que controles e teclado e mouse sejam muito customizáveis, é inviável jogar com controle devido a sua câmera extremamente lenta. Mesmo que você coloque a sensibilidade no máximo, a câmera possui aceleração, o que faz com que qualquer movimento da câmera comece devagar e acelere conforme você segura o analógico para a direção desejada. Em combates, isso lhe garante diversos game over. A única coisa que ajuda é que você pode usar ambos controles ao mesmo tempo, então é possível usar teclado e mouse para combates e seu controle para dirigir pelo mapa.

    Um fator importante para se mencionar. Em DRIV3R, existem três modos de jogo: Undercover, o modo história; Take a Ride, o modo livre; e Driving Games, onde você pode fazer desafios, como corrida, corrida de checkpoint, perseguição, fuga e etc. Além disso tudo, DRIV3R possui Director Mode, uma opção ativável durante o jogo onde você pode fazer "filmes", gravando cenas enquanto você joga.


Momentos de combate


— Trilha Sonora: A trilha sonora de DRIV3R é uma anomalia para mim. Ao mesmo tempo que ela é boa, também é genérica ao mesmo tempo. Durante as CGs, musicais licenciadas tocam, sendo maioria funk e soul, músicas dos anos 70 e 80, combinando muito bem com a temática de filme policial, como citado antes. Porém, as músicas in-game, que tocam durante o jogo, são extremamente sem graças e genéricas, repetindo diversas vezes. Depois de certo ponto, essas músicas cansam tanto de ouvir que é melhor desligar a música, abrir o Spotify e ouvir sua música de preferência.


— Fator Replay: Como dito antes, DRIV3R possui outros modos de jogo além do modo história. Take a Ride, além de ser um modo para explorar o mapa livremente, também possui carros secretos e Timmy Vermicelli, um personagem secreto espalhado pelas três cidades para você matar. Uma referência ao Tommy Vercetti, personagem principal de GTA: Vice City. Claramente uma tiração de sarro com GTA (que, convenhamos, não deu certo). Além disso, Driving Games, outro modo de jogo, traz desafios extras que não aparecem com tanta frequência no modo história, como corridas, corridas com checkpoint, perseguições policiais onde você persegue alguém ou foge da policia. Esse modo é apenas um modo para você brincar depois que terminar o jogo, pois não traz nada de impressionante. Além de todas essas coisas, há também códigos para você pode brincar tanto no modo história quanto no Take a Ride.


No Geral, DRIV3R foi uma tentativa que PODERIA ter dado certo de, não só superar GTA, mas também fazer história. Infelizmente, sua jogabilidade e trilha sonora machucam demais a reputação. Não só isso, mas também sofreu de um desenvolvimento conturbado, machucando o jogo ainda mais, causando bugs, má otimização e uma estória que poderia ter sido muito maior e ainda mais interessante.


Nota: 5/10


Até a próxima análise!


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