segunda-feira, 9 de maio de 2022

Final Fantasy X International (PS2) (2002) - Análise

 ~Taynori Hunter~


Capa Oficial

Final Fantasy X é um JRPG desenvolvido e publicado pela Square-Enix como o décimo jogo principal da franquia Final Fantasy, sendo lançado originalmente para Playstation 2 em 2001. Um ano depois, em 31 de Janeiro de 2002, Final Fantasy X International foi lançado para Playstation 2 apenas no Japão. Uma versão com conteúdos extras não presentes no jogo original. Anos depois, essa versão seria lançada como Final Fantasy X/X-2 HD Remaster, lançado para Playstation 3 e Playstation Vita em 2013 e para Playstation 4 e Microsoft Windows em 2015.

OBS: Como Final Fantasy X International é praticamente o mesmo jogo que Final Fantasy X original, estarei citando apenas como "Final Fantasy X" durante toda a análise, apenas citando a versão International para mencionar mudanças feitas.


— Gráficos: Final Fantasy X, sendo um dos primeiros jogos lançados para Playstation 2, é um grande exemplo do poder gráfico do console e um gostinho do que esperar para futuros lançamentos. Cenários feitos com carinho e cuidado, todos muito bem detalhados e com ótima iluminação. Modelos 3D, tanto dos personagens quanto dos inimigos também são muito bem detalhados e realistas, podendo até perceber as expressões faciais de qualquer ser vivo. A única falha desse jogo (que considero ser uma mescla de problemas da Square e das limitações do PS2) é que os cenários, em sua grande parte, não passam de longos corredores que vão de ponto A até ponto B e que levam até outro mapa que também vai de ponto A até ponto B. Existem alguns poucos mapas abertos, sendo esses mais presentes perto do final do jogo, mas grande parte do jogo se passa apenas em corredores, só que corredores muito bonitos. Como dito antes, isso pode ser devido a limitação da época e o fato de ser começo da vida do PS2, pois anos depois teríamos jogos com cenários muito mais complexos e abertos. Mas não deixa de ser um potencial desperdiçado. 



— Estória: Final Fantasy X é facilmente uma das melhores estórias da franquia. Fanatismo religioso, racismo, morte e luto são apenas alguns dos temas abordados durante a estória. Quando isso não está acontecendo, temos uma estória de romance e aventura que conta com interação entre personagens carismáticos e vivos, cada um possuindo traços únicos com passados próprios e motivações. Além disso, a estória num todo é muito bem explicada e de fácil entendimento, dificilmente tendo momentos onde você vai se perder.

    Se você for uma pessoa que gosta de saber mais sobre a estória, Final Fantasy X ainda possui conteúdos extras que ele apenas menciona brevemente durante a estória principal, mas você pode ir atrás desses conteúdos espalhados pelo mundo, revelando muito mais da estória principal e daquele mundo. 


— Jogabilidade: Final Fantasy X é facilmente um dos melhores Final Fantasies nesse quesito. Abandonando (temporariamente) o sistema de ATB que existiu durante Final Fantasy V até Final Fantasy IX, Final Fantasy X volta para as raízes de combate por turno, onde você pode ter todo o tempo do mundo para pensar em estratégias e selecionar ataques e magias sem se preocupar se os inimigos irão te atacar nesse meio tempo. Além disso, uma nova função adicionada nesse jogo é a mecânica de poder trocar de personagem durante batalhas. Ou seja, durante batalhas, sejam de inimigos comuns ou chefes, você pode trocar todos os membros de sua equipe quantas vezes você quiser e quem você quiser, facilitando e muito as batalhas.

    Uma das principais mudanças em Final Fantasy X é a forma de como você melhora seus personagens. Na maioria dos Final Fantasies você melhora seus personagens através de batalhas. Quanto mais inimigos você derrota, mais experiência você acumula e seus personagens vão subindo de nível, ficando cada vez mais fortes. Em Final Fantasy X é diferente. Em vez de subir de nível, o jogo te dá uma esfera a cada "Nível" que você ganha. Essas esferas são usadas na "Sphere Grid", um menu onde você melhora seus personagens da maneira que você quiser. "Sphere Grid" é um grande mapa com diversos caminhos que contem habilidades, magias e atributos para todos seus personagens. Todos os personagens começam em pontos diferentes desse mapa, sendo esses pontos os locais que os desenvolvedores imaginam que seria o ideal, representando as classes de cada personagem. Mas você tem total liberdade para fazer os personagens da maneira que você quiser, dando qualquer habilidade e magia para todos os personagens dependendo das rotas que você tomar. Obviamente, isso vai influenciar na dificuldade que você terá e nas situações de combate, então é recomendado planejamento de rotas antes de gastar esferas.

    Final Fantasy X International expande ainda mais a "Sphere Grid", contendo muito mais caminhos para seguir.

    Uma outra característica que diferencia Final Fantasy X dos outros Final Fantasies é que os equipamentos são completamente modificáveis, o que influencia nos seus atributos e resistência contra efeitos negativos. 


Batalhas normais
Sphere Grid
Batalhas usando invocações
(Chefe disponível somente na versão International/Remaster)


— Trilha Sonora: Final Fantasy X possui uma trilha sonora incrível e diversificada, contendo músicas tristes, animadas, bobas e as músicas de batalhas mais empolgantes que você vai ouvir em sua vida! Muito dificilmente você vai jogar e sair sem ficar com, pelo menos, 5 músicas em sua mente.


— Fator Replay: Seguindo a tradição, Final Fantasy X possui uma quantidade gigantesca de coisas para se fazer, tanto durante o jogo ou em uma segunda jogada. Capturar monstros de cada região, achar esferas secretas, templos secretos, chefes secretos, armas supremas, mini-games e muito mais. Além disso, exclusivo da versão International, há mais chefes secretos que são liberados após certa parte do jogo, sendo esses muito mais fáceis de encontrar no meio do caminho enquanto explora o mapa antes do terminar o jogo.


NO GERAL, Final Fantasy X não é só um jogo feito para demonstrar o poder do "recém-lançado" Playstation 2. Toda sua experiência é magnifica e você se sente realmente em uma jornada, visitando diversos locais diferentes, testemunhando histórias diferentes e conhecendo pessoas diferentes. O mundo é vivo, a estória é bem escrita e os personagens são cativantes. Tudo isso acompanhado de uma trilha sonora inesquecível e uma quantidade enorme de segredos esperando para serem revelados.

NOTA: 10/10 


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Um comentário:

  1. Eu não culpo o FFX pela coisa do corredor. Como eu disse antes, tenho certeza de que foram apenas as primeiras limitações do PS2. Tipo, se você pensar bem, o FFX ainda funciona muito como os FFs do PS1, tendo uma câmera fixa quando você está em uma cidade ou dentro de algum lugar como uma masmorra (como os Trials), e enquanto você tem muito mais objetos 3D em o cenário que o PS1 tinha e eles são muito mais detalhados, você ainda tem uma tonelada de fundos em jpeg. Então, eu vejo mais como uma evolução do que tínhamos no PS1 do que algo que eles não fizeram bem. Eu também suponho que os corredores eram a maneira como eles tentaram melhorar os mapas abertos estranhos que tínhamos antes com um personagem gigante andando por eles. Em FFX, eles tentaram algo novo, algo mais realista, em que realmente sentíamos que nosso grupo estava viajando, em que veríamos os cenários mudando lentamente, e também era uma maneira de tornar a volta impossível. O que aconteceu foram os corredores, sim, mas acho que culpar isso neste momento é como culpar o KH1 por sua câmera R1/L1 ou seus olhos assustadores em jpeg. E tomando o KH1 como exemplo novamente, ele tem mapas abertos, sim, mas eles são incrivelmente simples e muitas vezes estranhamente desenhados. FFX, apesar de ter muitos corredores, todos são bem desenhados, não parecem vazios. Suponho que se eles fizessem áreas abertas em FFX, seriam um monte de Calm Lands. Grandes áreas vazias. Especialmente porque ainda temos que considerar que o PS2 precisa executá-lo, então não podemos ter grandes áreas complexas, a menos que haja toneladas de telas de carregamento no meio

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