quarta-feira, 25 de maio de 2022

The Legend of Zelda: Ocarina of Time (N64) (1998) - Análise

 ~Taynori Hunter~


Capa Oficial

The Legend of Zelda: Ocarina of Time
é um jogo de ação e aventura desenvolvido e publicado pela Nintendo para o Nintendo 64. Foi lançado no Japão em 21 de novembro de 1998; na América do Norte em 23 de novembro de 1998; e na Europa em 11 de dezembro do mesmo ano. Ocarina of Time é o quinto jogo da série The Legend of Zelda, e o primeiro com gráficos 3D. Originalmente desenvolvido para o periférico Nintendo 64DD, foi, ao invés, lançado em cartucho de 256-megabit (32-megabyte), a maior capacidade de cartucho que a Nintendo produzira à época.
    Em 2003, Ocarina of Time foi portado para GameCube, junto com uma versão do jogo com maior dificuldade e algumas dungeons redesenhadas, intitulado de The Legend of Zelda: Ocarina of Time Master Quest. O jogo também lançado no Virtual Console do Wii em 2007 e do Wii U em 2015. No Nintendo Switch, os assinantes do Nintendo Switch Online + Pacote Adicional possuem acesso ao título. Uma versão remasterizada intitulada de The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D foi feita para o Nintendo 3DS e lançado em 2011, com gráficos aprimorados e efeitos em 3D auto estereoscópico. (Fonte: Wikipedia)


— Gráficos: Ocarina of Time possui gráficos revolucionários para sua época, sendo uma real prova da capacidade gráfica do Nintendo 64, contendo efeitos de luz, iluminação dinâmica (Em alguns objetos/NPCs) e texturas bem feitas. Porém, nem tudo é perfeito. As texturas, por mais que sejam bem feitas e haja uma intenção ali, elas são BEM borradas (Devido a limitação de armazenamento do cartucho), modelos 3D são erro ou acerto. Alguns modelos são muito bem feitos, outros são muito mais simples do que deveriam. Mesmo assim, o jogo ainda compensa suas falhas ao lhe apresentar um grande mundo muito bem feito e criativo, indo de floresta para campo verde, deserto, templo abandonado e cavernas profundas.



— Estória: A estória de Ocarina of Time, por mais que não seja a mais profunda da franquia, é a primeira trazer uma narrativa mais elaborada com constantes interações com personagens grandes, aprofundando a mitologia de Hyrule e trazendo diversas reviravoltas surpreendentes. Porém, apesar das inovações na questão de história, construção de mundo (que não foi tão longe ainda) e personagens, Ocarina of Time caminha em uma zona segura, se prendendo muito no mesmo roteiro de A Link to the Past, com poucas diferenças aqui e ali.

— Jogabilidade: Ocarina of Time revolucionou o mundo dos jogos com sua jogabilidade. Agora, em 2022, sua jogabilidade continua sendo IMPECÁVEL! Movimentos fluidos, combates intensos, mecânicas inovadoras, quebra-cabeças desafiadores e diversos itens para usar a vontade. Tudo isso em apenas um único jogo que moldaria toda uma indústria nos anos seguintes.
PORÉM (isso é uma coisa recorrente nesta análise, não?), Ocarina of Time se machuca exatamente na área que ele mais se exalta. Exatamente por ter uma jogabilidade incrível, você espera que essas mecânicas de combate sejam usadas diversas vezes pelo jogo, correto? Spoiler: Elas não são.
    Você pode contar nos dedos a quantidade de vezes que você vai ter uma luta realmente empolgante nesse jogo, um combate legitimo, espada contra espada, um adversário que realmente te bote medo. 80% do jogo você vai lutar contra uma caveira que mal ataque tem, um bicho que se rasteja e te ataca pulando ou algum monstro que você usa um item especifico para matar. É tanto potencial desperdiçado que chega a doer, pois você quer aproveitar mais a jogabilidade incrível que esse jogo lhe traz, mas as oportunidades são poucas. Para piorar, o mundo é vazio, não há inimigos para você matar. Quer lutar contra alguma coisa? Entre em algum templo novamente e fique por lá brincando, pois inimigos no mapa você não vai encontrar. Felizmente, esse é um erro que existe apenas em Ocarina of Time, pois no jogos seguintes, Majora's Mask e em diante esse problema já foi resolvido e agora o mundo de Hyrule realmente apresenta perigo.



— Trilha Sonora: Ocarina of Time possui uma trilha sonora icônica e memorável, sendo um de seus maiores charmes. Enquanto as músicas de mapas exteriores trazem conforto, felicidade e paz, as músicas de templos e cavernas te deixam aflito, cauteloso, sempre esperando um inimigo surgir de algum lugar. Aliás, se você sair desse jogo sem transformar ao menos uma das músicas da Ocarina em seu toque de celular, então você não aproveitou elas direito.



— Fator Replay: Ocarina of Time possui diversos segredos e mini-games. Há coletáveis como Gold Skulltulas e Heart Pieces, itens secretos, magias secretas e áreas secretas. Mini-Games como corrida de cavalo, pesca, natação e corrida contra o Running Man e muitas outras coisas. Todas essas coisas podem ser feitas depois ou durante sua primeira jogada. Porém, tudo isso fica somente nessa jogada. Infelizmente, Ocarina of Time não possui nenhum tipo de New Game+ ou algo parecido. Terminou o jogo e quer experimentar a história de novo? Começa tudo do zero. A única vantagem de começar tudo de novo é poder compreender melhor a estória, pois detalhes que são revelados no final do jogo começam a fazer mais sentido quando se joga novamente. Fora isso, não há um fator replay tão grande, infelizmente.


No Geral, Ocarina of Time é um jogo que não só marcou uma geração inteira, mas também marcou e moldou toda uma indústria. Mas, mesmo sendo um grande marco no mundo dos jogos, ainda assim ele não se safa de possuir falhas, essas sendo coisas pequenas, mas que incomodam quando se percebe. Ainda assim, elas não tiram o fato de que Ocarina of Time é um jogo divertido, viciante e gostoso de se jogar por horas e horas.

Nota: 8/10

Nota: Essa análise foi muito difícil de se fazer, pois Ocarina of Time é um dos Zeldas que eu mais joguei na minha vida, passando facilmente de 10 vezes! Dos diversos jogos que joguei, somente Dark Souls chega perto desse número. Por isso, muitas das criticas são mais coisas que comecei a dar falta ou perceber depois de jogar com um olhar mais aguçado para os detalhes. Porém, para um jogador de primeira viagem, essas falhas dificilmente são percebidas.

Até a próxima análise!

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