sábado, 10 de setembro de 2022

Tomb Raider (PS1) (1996) — Análise

Capa Platinum Europeia



Tomb Raider é um jogo eletrônico de ação-aventura e plataforma desenvolvido pela Core Design e publicado pela Eidos Interactive. Ele foi lançado originalmente em 1996 para o Sega Saturn, e depois para o MS-DOS e PlayStation. Tomb Raider também foi lançado para o mercado de portáteis, com versões para o Windows Mobile Professional, em 2002, e para o Nokia N-Gage em 2003 e em 2009 para ps3 e para PlayStation portable. (Fonte: Wikipedia)


— Estória: Tomb Raider contêm uma estória simples. Você controla Lara Croft e deve explorar ruinas, tumbas e cavernas em busca do Scion de Atlantis para Natla, sua contratante. Esse é o contexto que o jogo lhe dá e há poucos momentos em que o jogo aprofunda a estória. Sem duvida alguma, esse jogo não é focado em estória e não é um jogo que você deveria jogar pela estória em si. Porém, há sim grandes reviravoltas pela metade-final do jogo, mas não são coisas que lhe fazem explodir a cabeça, que demonstram uma estória rica e detalhada, mas sim faz você começar a questionar o que o responsável pela estória estava usando no momento em que estavam escrevendo o roteiro.


— Gráficos: Tomb Raider possui gráficos questionáveis. Ao mesmo tempo que você tem modelos 3D muito bem feitos para a época que foi feito, cenários com bastante detalhes, iluminação em tempo real, reflexos em alguns objetos e framerate estável, você tem texturas repetidas e feias, plataformas essenciais que se camuflam nas texturas das paredes (principalmente em cavernas), geometria extremamente básica e cenários que distorcem mais que o comum para o PS1.



— Jogabilidade: Jogabilidade de Tomb Raider pode ser resumido em uma palavra: SO-FRI-MEN-TO.  Movimentação lenta, dura e com diversos atrasos entre movimentações. Perdi a conta da quantidade de vezes que morri pois caí em um buraco pois a Lara deu mais alguns passos para frente sendo que já havia soltado o direcional. Ou a quantidade de mortes que tive pois a Lara não quis pular por falta de momentum. O combate não é muito diferente do normal. Por conta do jogo ter controle de tanque, combates são horríveis, pois você não tem agilidade o bastante para desviar de ataques inimigos facilmente. Muitas vezes você vai ficar pulando para um lado e para o outro pois é mais fácil que controlar a movimentação da Lara, ou inventar formas de enfrentar inimigos sem estar na mesma altura que ele apenas para evitar dano, mas perdendo uma boa parte do seu tempo fazendo isso.
    Para combate, Lara conta com suas duas pistolas com munição infinita, mas dano fraquíssimo. Ao longo do jogo, você pode encontrar escopeta, magnum e Uzi (Metralhadora leve). Muitas dessas armas você encontra naturalmente ao longo do jogo, mas, como o jogo contem diversos locais secretos, você pode acabar encontrando essas armas muito mais cedo pois você quis vasculhar cada cantinho dos cenários. Essas armas, porém, não possuem munição infinita e é necessário encontrar munição para elas, o que lhe obriga a usar armas mais fortes para momentos específicos e inimigos específicos.
    Trazendo algo bom para essa análise, tenho que falar a respeito das animações. Lara possui diversas animações, muitas delas você dificilmente vai ver e algumas são bem secretas, tendo que fazer algumas combinações de botões para ativa-las. Todas elas são muito bem feitas e realistas, passando bem a energia atlética da Lara.
 


— Trilha Sonora: Apesar de não tocar muitas vezes, Tomb Raider contêm uma trilha sonora bem imersiva e icônica, passando muito bem a sensação de solidão, tensão e perigo enquanto explora cavernas escuras sem saber o que encontrará à frente em seu caminho.




— Fator Replay: Apesar de não possuir um fator replay tão grande, Tomb Raider até dá alguns incentivos. Além de ganhar munição infinita após terminar o jogo, existem diversos locais secretos em todos os mapas, cada um trazendo um desafio diferente para lhe dar recompensas ao passar por eles.


No Geral, Tomb Raider trouxe muitas inovações para o mundo dos jogos. Animações bem feitas, cenários grandes, jogabilidade inovadora e uma protagonista icônica. Porém, inovar não é a mesma coisa que envelhecer bem. Mesmo para os padrões do PS1, os gráficos são quadrados até demais, feios e extremamente distorcidos. A jogabilidade, que foi muito elogiada na época, requer muita paciência e coordenação para dominar nos dias de hoje, situações de combate são resolvidos na base do "seja o que deus quiser". É extremamente necessário paciência ao jogar isso, caso contrário, você terá uma experiência frustrante e desagradável.


Nota: 5.8/10


Até a próxima!

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