quarta-feira, 7 de junho de 2017

Capitulo 10: Doces Emoções

~Legends Hunter~

A Lenda de Akronis III
O Reino dos Três Reis (Verão)
Capítulo 10: Doces Emoções

Clube do Chá, Reino Yumi
18:04


Após nossa reunião mais cedo, nós passamos o dia nervosos pra nossa missão. Se tudo o que Nita disse for verdade, a missão será fácil pra mim, mas de alto risco para Alanis.
No fim da tarde, Nita veio nos buscar pra nos levar aos seus salões particulares, onde nos maquiaram, cortaram o cabelo da Alanis e fizeram duas tranças no meu e depois ganhamos ternos caros. Até as seis da tarde já estavamos prontos. Alanis estava com o cabelo curto em um lado e com uma franja do outro, seus peitos enrolados com uma forte fita para disfarçar. Ela parecia outra pessoa.


Alanis: Eu não acredito que estou fazendo isso. Meu pobre cabelo...
Leon: Você poderia me deixar ir sozinho.
Alanis: E deixar você estragar a missão? Não, obrigado. Isso requer muita experiência e treinamento, não poderes. Por sinal, você não tem ambos.
Leon: Você tá insuportável! Caralho, para de falar isso!
Alanis: Ninguém mandou você ser um INÚTIL! E não fale palavrão perto de mim, odeio isso.
Leon: Eu falo o que eu bem quiser, idiota.
Alanis: Verme inútil.

Pra nossa sorte, Nita apareceu na entrada do clube. Eu já estava perdendo a paciência com ela.


Nita: Boa noite... Senhores.
Alanis: Hmph...
Nita: Você ficou bem atraente.
Alanis: Fala logo nossa missão.
Nita: Credo, você não só está com aparência de homem, como a atitude de um também.
Leon: Isso já faz parte dela.
Nita: Que seja.

Nita pega retira dois papeis dobrados de dentro de sua bolsa e me entrega. Ao desdobrar, vejo um mapa e um retrato do filho do fazendeiro.

Nita: Ai está o mapa até o reino Pleasure e a localização da torre do desejo, onde ele está sendo mantido.
Leon: Só uma pergunta. Se o reino Pleasure é hostíl apenas para mulheres, por que o filho do fazendeiro foi sequestrado?
Nita: Isso é uma tentativa de nos fazer desistir. Vários de nosso povo já foram sequestrados, mas vamos resgata-los em seu devido tempo. E também porque ele gosta de se vestir como uma mulher, e acredite, ele engana muito bem.
Leon: Entendi... Eu acho.
Alanis: Alguma estratégia?
Nita: Não. Vocês terão que pensar nisso lá.
Alanis: Ah... Certo.
Nita: Dois cavalos estarão lhes esperando no portão Leste, usem pra chegar lá.
Leon: Por que não posso usar meu dragão?
Nita: ...Sério que você fez essa pergunta?
Alanis: IDIOTA, INÚTIL E ESTUPIDO!
Leon: CALADA!
Nita: Andem logo. Estaremos esperando no castelo.
Leon: Voltaremos o mais rápido possível.
Alanis: Se não estragar tudo.

Que mulher irritante! Guardei os papeis na minha bolsa e saí de lá sem a Alanis. Estava indo em direção ao portão leste, até que ela me alcançou, mas disse nada. Fomos todo o caminho em silêncio até achar os cavalos do lado de quatro guardas.

Guarda: Parados! O caminho é muito perigoso.
Leon: Eu sou Leon Dorman.
Alanis: Eu sou Alanis Strife.
Leon: Fomos mandados pela rainha Nita pra ir até o Reino Pleasure.
Guarda: Ah, sim. Senhor Leon e Senhora Alanis. Escolham um cavalo. Cuidado com o caminho e não desviem da trilha, a floresta é completamente hostíl.
Leon: Certo.

Havia dois cavalos, um branco e um preto. Montei no cavalo preto e segui caminho sem esperar a Alanis. O Caminho passava no meio de uma floresta, conseguia saber o caminho apenas por uma trilha de terra. Eu ainda estava irritado com a Alanis. Se eu pudesse, teria feito sozinho... Ou com o Fresh, se ele não tivesse dado pra trás.
Falando nisso, ela havia me alcançado, mas ainda estava em silêncio. É isso, estamos brigados, já vi que a missão iria fracassar.
Entramos mais profundamente na floresta, que era tão densa que o frio e a neve não afetava as arvores. No mais, ainda podia ver umas pessoas estranhas se esgueirando pelo mato.


Leon: Você viu isso?
Alanis: ...

Ela não respondeu, nem quis olhar. Ignorante.
Nós chegamos no reino após uma longa viagem. A Diferença entre Pleasure e Yumi era gritante! Enquanto Yumi era tudo sombrio, Pleasure era completamente colorida, com algumas casas pequenas, porém largas, no máximo com três andares. O único destaque na cidade, alem do castelo, era a torre do Prazer, sendo a única torre alta da cidade, situada no meio do reino, no Jizztrito, entre o castelo e o rio congelado que cortava o reino todo.


Leon: Ainda bem que a torre é bem visível.
Alanis: ...

Ainda nada. Ela seguiu em direção à torre e me deixou pra trás. Rapidamente, fui atrás dela. Tenho que garantir que nada saia errado.
Pra nossa sorte, as ruas estavam vazias, sem habitantes e sem guardas. Todos deveriam estar se escondendo do frio em suas casas.
Cruzamos o rio por uma ponte e estávamos chegando na torre, mas pra nossa surpresa, a entrada estava infestada de guardas e homens entrando e saíndo o tempo todo. Já sei onde os habitantes foram parar.


Leon: DROGA! Como vamos entrar? Esse lugar está infestado!
Alanis: Sai do cavalo e me siga.
Leon: Finalmente você voltou a falar!

Alanis desmontou do cavalo e foi em direção à um beco ao lado da torre, entre duas casas. Eu a segui, mas os guardas já começaram a nos estranhar. Ao entrar no beco sem saída, ela ficou na parede, me encarando.

Leon: Qual é o seu plano?
Alanis: SEU INÚTIL DE MERDA!

De repente, Alanis me jogou no chão com um chute no peito e pulou encima de mim, ela enlouqueceu de vez!

Leon: MAS QUE DROGA VOCÊ TÁ FAZENDO!?
Alanis: Cala a boca! Sua voz me irrita!

Alanis começou a me chutar no chão,enquato gritava de raiva. De repente, dois guardas apareceram e tentaram segurar ela, mas ela puxou uma faca de sua bota e cortou a garganta de um. O Outro tentou acerta-la com a espada, mas ela desviou e cortou seu pescoço.

Alanis: Phew... Isso foi relaxante. Vem, me ajuda a levar os corpos.
Leon: ...

Eu me perdi da lógica da vida.

Leon: O que foi isso!?
Alanis: Vamos pegar as roupas deles, podemos nos infiltrar na torre sem problemas.

A Armadura dos guardas haviam poucas placas de aço no peito e nas pernas, o resto era feito de couro pintado de vermelho. Eles tem um capacete completamente de aço que cobre completamente o rosto, isso ia ser perfeito, apesar de não aprovar a maneira dela de fazer isso acontecer.
Leon: Oh... Ótimo plano, mas precisava me agredir?
Alanis: Sim. Recomendo que não fale comigo até voltar pra Yumi.
Leon: Certo...

Me levantei do chão e arrastei um dos guardas pro fundo do beco. Vestimos a armadura deles e jogamos os corpos em latões de lixo. Espero que esse plano dê certo.
Nós fomos calmamente até a torre e conseguimos entrar tranquilamente. Subimos uma escada em espiral que era a unica entrada e chegamos no primeiro andar. Bastou apenas aquele andar pra descobrir o que iriamos testemunhar. Salas e mais salas cheias de homens espancando e estuprando mulheres inocentes. Agora entendo o nível de preocupação de Nita.
Observamos o ato assustados e sem poder fazer nada. Qualquer erro iria comprometer a missão, mas queria tanto mata-los...


Alanis: Vamos logo, eu não aguento mais ver isso.
Leon: Bastardos... Um reino com pessoas assim merecem mais que a morte.
Alanis: Depois vamos resolver isso, agora temos que nos concentrar em achar o garoto.

Continuamos a subir a escada indo pro segundo andar, mas eu só queria causar um massacre em cada sala que passamos na torre. Eu nunca vou conseguir apagar isso da minha mente. Pra piorar, conforme subiámos, mais cenas asquerosas erámos obrigados a ver pra tentar identificar nosso objetivo.
De repente, depois de seis andares, a segurança aumentou razoavelmente. Em cada sala havia pelo menos dois guardas protegendo a entrada, mas conseguimos passar por todas sem problemas. Esse deveria ser a parte mais rica da torre.
Chegamos no décimo primeiro e ultimo andar da torre, onde a segurança ficou muito maior. Dois guardas protegiam a escada e dois protegiam a entrada da sala. Esse deveria ser uma sala exclusiva pra pessoas importantes... Ou vermes importantes. Se invadir isso não for fácil, é aqui que ele está.


Guarda: Vocês não tem permissão para entrar aqui, voltem aos seus postos, soldados.
Alanis: Suspeitamos que exista um espião nessa sala do reino Yumi, viemos checar.
Guarda: Hm...

O Guarda sinalizou pros outros guardas investigarem a sala. Enquanto isso, nós puxamos nossas espadas da bainha e cortamos os pescoços dos guardas da escada. Rapidamente, nos encostamos nas paredes da entrada da sala, esperando os outros guardas passarem pela porta. Quando ambos saíram, o puxamos pra parede e perfuramos seus peitos com a espada.
Entramos na sala e encontramos o garoto, jogado em uma cama quase inconsciente e pelado, sendo estuprado por dois homens. Alanis deu um soco no pescoço de um, mas quando o outro percebeu, corri até ele, o agarrei pelo pescoço e o arremessei de cabeça em um armário. Ambos ficaram inconscientes.


Alanis: Deusa, isso é muito bom! Sentia falta de machucar alguém.
Leon: A raiva que esse lugar me dá me dá motivos pra soca-los mais ainda.

Admito que isso foi revigorante, esse lugar só me dá raiva e é bom descontar isso em alguém.

???: M-muito obr-obrigado...

O Garoto tentou se levantar da cama, mas estava tão exausto que não conseguiu.

Alanis: Viemos te resgatar, fomos enviados pela Rainha Nita.
Leon: Qual é o seu nome?
???: Max Dorman.

Dorman!?
Alanis: Oh, ótim,. mais um.
Leon: Vamos te tirar daqui e te levar de volta pro Reino Yumi.

Max deu um sorriso de felicidade misturado com sofrimento.


 Max: Final...

De repente, ele vomitou algo branco. Espero que não seja o que estou pensando...

Max: He... Desculpe, isso é a única coisa que eu me alimento à dias.

Isso é o que estou pensando... Ugh.

Alanis: Informação demais. Vamos tirar ele daqui logo.
Leon: Certo! Pegue as roupas dele e vista-o, vou procurar uma saída.
Alanis: Certo.

Enquanto Alanis pegava as roupas e o vestia, eu comecei a procurar uma saída naquela sala. Percebi que havia muito pano em todo aquele lugar. Lençois, roupas, cortinas e havia uma janela atrás de uma das cortinas. Peguei tudo, enrolei e amarrei todas, formando uma enorme corda. Só falta saber se ela vai resistir.
Amarrei a corda no pé da cama e joguei pela janela. Só espero que isso dê pra todos os andares.


Leon: Pronto, já temos nossa saída. Tudo pronto?

Olhei pra Alanis e Max e ele já estava vestido, mas só conseguia andar com apoio. Ele estava terrivelmente fraco e cansado, não conseguia nem andar. Não sei como ele iria descer a corda.

Alanis: Sim, mas ele mal consegue andar, não sei como vai conseguir descer pela corda.

De repente, Kathy saiu do meu bolso.

Kathy: Eu posso ajudar. Eu posso leva-lo pra baixo enquanto vocês descem pela corda.
Leon: Como?
Kathy: Posso voar com ele e ir descendo lentamente.
Alanis: Isso já ajuda muito e estamos sem opções.
Leon: Certo. Leve-o, nos encontramos lá embaixo.

Kathy aumentou seu tamanho, segurou Max pelos braços e voou pela janela. Alanis foi a primeira a descer pela corda e eu fui logo atrás, mas assim que atravessei a janela, três guardas apareceram na entrada e veio correndo na minha direção. Rapidamente, me soltei da corda e me segurei novamente quando já havia descido uma altura segura. Continuei fazendo isso até que cortaram a corda, mas já estava bem próximo do chão.
Assim que tocamos o chão, Kathy voltou pro bolso. Nós levantamos rapidamente e carregamos o Max. Logo depois, fomos em direção ao beco.
Ao chegar, rapidamente tiramos as armaduras e equipamentos dos guardas mortos e jogamos no lixo.


Alanis: Precisamos chegar até nossos cavalos, só assim vamos conseguir carrega-lo de volta pra Yumi.
Max: Não podemos voltar ainda.
Alanis: Por que não?
Max: Temos que salvar meus amigos e amigas do bordel da cidade, eles estão sendo escravizados lá.
Leon: Eu resolvo isso. Leve-o de volta pro reino.
Alanis: Certo.
Leon: Kathy, ajude-a a levar o Max e garanta que voltem em segurança.
Kathy: Você tem certeza que não vai querer ajuda por aqui?
Leon: Não se preocupe, apenas vá. Quando chegarem, pode voltar.
Kathy: Certo!

Kathy voou pra fora do bolso, aumentou seu tamanho pra uma pessoa normal e ajudou Alanis a carregar Max até seu cavalo. Nós subimos em nossos cavalos e seguimos o caminho até a entrada, mas assim que chegamos no rio congelado, Alanis seguiu até a entrada, enquanto eu fui em direção ao bordel no lado oposto.
Passando por duas ruas, pode perceber o lugar de longe. Havia pouca segurança lá, tendo uma entrada livre pra qualquer um. Encostei meu cavalo em uma rua oposta, desmontei dele, arrumei meu cabelo e meu terno e fui caminhando tranquilamente até a entrada.


Leon: Hora de provar pra ela que eu não sou inútil.

Caminhei em direção ao bordel e já estava me arrependendo sem nem sequer ter entrado, já conseguia sentir o cheiro de cigarro barato e suor do lado de fora. Ao entrar, vi o lugar lotado de homens sentado nas mesas bebendo, observando as mulheres no palco dançando semi-nuas e gays vestidos de garçonetes, todos com uma coleira de espinhos e correntes em suas mãos. Esse lugar é pior que a torre!

Leon: Mas que porcaria de reino é esse? Esse lugar deveria queimar! Todas essas mulheres devem ser do reino Yumi. Preciso achar o dono dessa porcaria.

Por um breve momento, pude ver uma cauda listrada e um braço mecânico entrando em uma sala no andar de cima. Não pode ser ele...

Leon: FRESH!? O que ele está fazendo aqui?

Entrei no salão principal e vi que na direita havia um corredor com vários quartos. Na esquerda, um bar ao lado de uma escada levando ao segundo andar. Fui em direção à escada, tentando seguir o caminho que ele foi. Por sorte, o segundo andar era apenas uma visão de cima do salão principal, com apenas uma única porta ali. A Porta estava semi-aberta. Isso não me cheira nada bem... E não estou falando do cheiro do ambiente.
Entrei naquela sala e havia apenas uma mesa e uma cadeira na frente de uma janela. De repente, a porta se fechou atrás de mim e a cadeira virou, revelando Fresh rebolando no colo de um homem com sua garganta cortada.


Leon: FRESH!? QUE PORRA É ESSA?
Fresh: Oh, Leon. Estava te esperando.
Leon: O Que você está fazendo aqui? Quem é esse homem? Era pra você estar esperando no clube do chá!
Fresh: Não estava mais aguentando ficar lá sem você.

Algo está muito errado...

Leon: ...Quê?

Fresh se levantou e veio caminhando sensualmente em minha direção. Ele passou sua mão mecânica por cima de meu ombro até minhas costas e, com sua outra mão, começou a alisar meu peito por baixo do terno.

Fresh: Sabe, estamos tanto tempo sem nos amar. Parece até que você já nem se importa comigo.
Leon: Não é verdade, você sabe que te amo. Nós vamos nos casar ainda.

De repente, Fresh começou a lanber meu pescoço e subindo até beijar minha boca e a enrolar nossas línguas. Nesse momento, percebi que tem algo extremamente errado.

Fresh: Se você me ama mesmo, por que não resolvemos nossa falta de sexo aqui e agora?
Leon: Porque você não é o Fresh.

Empurrei aquele ser pra longe de mim e ele me olhou assustado.

Leon: A Língua dele é aspera. E Ele não é carente de atenção.
Fresh: O Que!? Está louco? Sou eu, o Fresh. Por que desconfia de mim?
Leon: Se você fosse o Fresh, ele já teria me atacado. Revele-se, criatura!
Fresh: Hahaha, você conhece bem seu parceiro.

Aquele demônio desfez sua ilusão e revelou sua verdadeira forma, uma mulher com asas de morcego em suas costas e cabeça e nenhuma roupa, além de uma calcinha, luvas e botas vermelhas.


Leon: Quem é você?
???: Eu sou Succubus, demônio dos sonhos eróticos dos homens. Você foi esperto em escapar de minha armadilha, mas não garanto que escapará de minhas garras!
Leon: Então venha, puta barata.

Foi burrice da minha parte desafiar um demônio estando completamente desarmado, mas assim que ela mexeu com minha fidelidade, com meu Fresh, ela pediu pra morrer!
Succubus correu em minha direção e tentou me arranhar com suas garras afiadas, mas segurei sua mão, dei três socos em seu rosto, soltei sua mão e chutei seu estomago, fazendo-a se desequilibrar e dar uns passos pra trás por um momento. Corri até ela, pulei e acertei um chute certeiro no rosto, a fazendo cair.
De repente, Ela desapareceu e uma nuvem de fumaça. Olhei atento pra todos os lados, mas mesmo assim, ela me segurou por trás, girou e me lançou na porta, a fazendo quebrar e me fazendo rolar pelo chão. As pessoas devem ter escutado a briga, por todos começaram a gritar.
Enquanto me levantava, Succubus tentou pular encima de mim, mas impedi levantando minhas pernas pro alto, a fazendo acertar seus peitos. Me levantei rapidamente e a vi encostada na cerca. Aproveitei e acertei um chute de duas pernas em suas costas, a jogando pro andar de baixo. Todos começaram a correr na hora, deixando apenas os escravos.


Succubus: Já chega! Não serei humilhada por um humano sujo!

Succubus começou a voar e criou um chicote de espinho em sua mão.

Leon: Hmph. Só isso? Já enfrentei coisa pior.

De repente, fui agarrado por trás por um clone, dando a ela chance de me acertar vinte e quatro vezes com seu chicote com espinhos, uma mais rápida que a outra. Quando acabou, seu clone me acertou com um soco na cabeça e nas costas, terminando com um chute na parte baixa... Havia morrido vinte vezes naquele momento. Caí no chão agonizando de dor e ela se aproveitou pra pisar em minha cabeça e me chicotear mais. A Situação virou absurdamente.

Succubus: Eu sou a rainha da punição e humilhação, nem tente roubar meu lugar, garoto. Você foi um garoto tão travesso, merece uma punição mais severa.
Leon: He...He...He... Chupe minhas bolas.
Succubus: Hmm, talvez depois.

Ela pisou mais forte em minha cabeça e deu um chute nas minhas costas. A Dor estava ficando prazeirosa de uma certa forma, isso eu nunca tinha sentido antes, mas estava gostando.

Leon: Só isso? Eu quero mais!
Succubus: Masoquista, huh? Ao menos vai morrer feliz. Espero que seu semem seja digno de dar vida a mais um dos nossos.

Succubus se preparou pra pisar novamente, mas de repente, Kathy voou pro trás dela, agarrou sua cabeça e socou contra a parede.
Kathy: Não encoste nem mais um dedo nele!
Succubus: Uma fada!? Então você é um cachorro da Deusa! Não merece sentir prazer.
Leon: Eu não lembro de ter pedido seus serviços, Puta barata.
Succubus: O que você disse!?

Em uma explosão de raiva, Succubus nos arremessou para o andar de baixo. Por sorte, cai na parede, então pude me levantar com mais fácilidade me apoiando nela, aturando a dor. Quando olhei pra cima, ela veio voando em alta velocidade na minha direção com uma lança apontada, mas consegui desviar a tempo.
Kathy e eu nos posicionamos no meio do salão, com as garotas e os garotos olhando assustados pra nós.
Kathy lançou uma magia de regeneração em mim. Podia sentir as feridas se fechando e a dor passando.


Leon: Vamos destruí-la.
Kathy: Você vai voltar de onde veio!

Succubus soltou sua lança da parede e veio correndo em minha direção, então, deu três espetadas com sua lança, mas consegui desviar de duas e segurar a lança na terceira. Tirei a lança de sua mão, acertei seu estômago com o bastão da lança, a fazendo se curvar de dor. Aproveitei e acertei seu rosto com o lado da lança, a jogando no chão.  De repente, a lança voltou a ser um chicote com espinhos, então joguei longe.
Enquanto Succubus estava no chão, Kathy lançou um feitiço que deixou o corpo de Succubus verde, com algumas feridas se abrindo. Mas ela se levantou puxou seu chicote pra sua mão.


Succubus: Me sinto estranha... O Que você fez!?
Kathy: Corpus Decomposis. A Cada movimento que fizer, seu corpo ira apodrecer mais rápido até começar a cair. Vermes estão comendo você por dentro nesse exato momento.
Succubus: O QUE!? Como pode uma fada conjurar uma mágia proíbida?
Kathy: O Poder da Sonne me permite criar e alterar qualquer magia branca, então seria melhor pra você se ficasse bem paradinha ai.
Succubus: Sonne? Isso é algo que vale a pena morrer!

Succubus jogou uma mesa em nossa direção, mas nós desviamos se abaixando. Porém, ela surgiu na minha frente e me agarrou. Seu rosto começou a despedaçar, expondo vermes se mexendo e devorando sua carne, mas isso não a impediu de abrir sua boca cheia de dentes afiados e tentar me morder. Porém, Kathy conseguiu lançar uma Soul Spear, rasgando seus braços e a fazendo soltar o chicote.
Succubus: Sua vadia!
Kathy: Oh, a ironia.
Leon: Hora de acabar com isso.

Peguei seu chicote no chão e prendi em seu pescoço. Chutei ela no chão e comecei a puxar o chicote enquanto empurrava suas costas com meu pé. Poucos segundos depois, seu pescoço quebrou, mas de repente, o chicote virou uma lança, cortando seu pescoço. Não era necessário, mas foi bem-vindo.

Succubus: Seu... Bastardo. Eu ainda te matarei... Em seus sonhos. Nós somos muitos. Enqunato houver desejos sexuais, nós existiremos.
Leon: Todos irão cair, assim como você.

Seu corpo começou a queimar até se tornar cinzas, mas espero não chegar a encontrar esses outros que ela diz. Ao menos havia ganhado seu chicote.

Kathy: Demônio sujo.
Leon: Vamos libertar os escravos e saíremos daqui.

Vasculhei por todo o bordel em busca de algum mecanismo ou chave pra liberar todos. Descobri uma alavanca de baixo do balcão do bar. Ao abaixar, as correntes e coleiras se abriram, libertando as mulheres e os homens.
Leon: Voltem pra suas casas no reino Yumi, vocês estarão seguros lá.

Sem falarem nada, todos correram de lá o mais rápido possível, agora é minha vez de sair também.
Ao sair do bordel, Kathy voltou pro meu bolso enquanto eu montava no cavalo. Segui caminho até a saída do reino e voltei todo o caminho de volta pra Yumi. Finalmente pude sair daquele inferno, espero nunca mais ter que voltar lá, apenas pra colocar fogo nisso.
Após algumas horas de viagem, voltei pra Yumi, onde tudo já está calmo e tranquilo. O cavalo da Alanis está ao lado de um único guarda. Deixei ele ali e segui meu caminho de volta ao Clube do Chá.
As ruas está vazia, há apenas alguns guardas patrulhando com seus lampiões e alguns prédios com luzes acessas. Está tudo silencioso e tranquilo. É relaxante ver isso após esse dia infernal.
Ao entrar no Clube, está tudo apagado. Todos já devem estar dormindo. Subi até meu quarto, deixei o chicote ao lado da minha bolsa e me joguei na cama. Hora de dormir...


???: Leon.

Porém não.
Me levantei e vi Alanis parada na porta. Lá vem...


Leon: O Que eu fiz de errado agora?
Alanis: Nada. Quero me desculpar pela minha atitude hoje. Fui um pouco grossa e injusta.
Leon: Desculpas aceitas, mas por que você agiu assim?
Alanis: Todos te paparicam e me jogam de canto por causa de seus poderes. Eu me sinto como um simples peão nessa guerra.
Leon: Me desculpe por faze-la sentir-se assim. Eu não sou mais importante que vocês, a espada não me torna especial. Não se esqueça que nós temos a Sonne, então não podemos nos separar. Todos nós somos essenciais pra vencer, incluindo sua inteligência e habilidade.
Alanis: ...Obrigada.

Alanis me deu um abraço desengonçado e torto, mas sincero.

Alanis: Não se acostume, isso é raro da minha parte.
Leon: Eu sei. Já estou estranhando.

Ela me soltou e caminhou até a porta.

Alanis: Boa noite, Inútil.
Leon: Boa noite.

Ela saiu e fechou a porta. Ao menos posso dormir mais tranquilamente em saber que não estamos brigados. Finalmente pude deitar, fechar os olhos e finalmente dormir. Amanhã será outro dia.

Próximo Capítulo
De volta às Raízes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário