quinta-feira, 19 de maio de 2016
Capítulo 1: O Que isto se tornou?
A Lenda de Akronis III
O Reino dos Três Reis
Euller “Legends Hunter” Araujo Nogueira
E é aqui que cheguei. Foi uma longa jornada, huh? Salvei um reino, salvei o mundo, destruí um deus. Foi uma longa e boa vida... Mas, sabe. Eu não imaginava isso quando era menor.
Quando eu era criança, sempre quis fazer parte do exercito real. Fazer parte de bravos homens que salvavam pessoas de bandidos, ladrões e assassinos, tudo para trazer paz e prosperidade ao nosso reino. Como eu pude me iludir tanto? Eu deveria saber que as coisas não são assim.
Eu morri, voltei, salvei meu reino e a princesa. Mas o que isso adiantou? Enquanto houver o bem, sempre haverá o mal. Sendo ele uma criatura milenar ou um simples humano.
E aqui estou eu, enfrentando o ultimo desafio para não só salvar meu reino, como também várias vidas. É aqui onde eu vejo em que me meti. Em uma batalha pela humanidade. Uma batalha...
Contra dragões!
E assim começa A Lenda de Akronis III: O Reino de Três Reis.
A Lenda de Akronis III: O Reino dos Três Reis (Verão)
Capítulo 1: O Que isto se tornou?
Porto/Centro, Akronis
Verão, 13:33
Após fugir de Dasar Laut com Kathy e Anna, eu não sabia o que eu encontraria em Akronis depois de tanto tempo... Eu estava sentado no chão do foguete, ansioso pelo o que eu iria encontrar e triste pelo sacrifício do Fresh. Nunca tinha conhecido alguém como ele na minha vida e, talvez, eu nunca mais encontre alguém como ele... Enfim, olhei pela janela do foguete e vi o mar ficando mais claro. Estava me aproximando finalmente da superfície. Anna parecia estar bem ansiosa também. Não parava de mexer as pernas e vivia arrumando a franja.
Depois de mais alguns minutos, chegamos finalmente a superfície. O foguete caiu diretamente no porto e abriu a porta automaticamente na queda, nos arremessando pra fora. Quando eu me levantei e olhei em direção à cidade, meus olhos não podiam acreditar no que viam. A cidade estava destruída! O portão do porto estava em pedaços, paredes esburacadas e casas em chamas. Não era assim que eu esperava encontrar as coisas!
Eu e Anna corremos pro centro da cidade e encontramos as coisas piores do que imaginávamos. Vários corpos de soldados da luz estavam estirados no chão, desfigurados, em pedaços, e até pior, transformados em uma criatura com garras e uma cabeça pontuda com dentes afiados. Eu realmente não sabia o que estava acontecendo naquele lugar.
Olhei para Anna e ela estava chocada, e ao mesmo tempo, furiosa com tudo aquilo.
Anna: Minha Deusa... O que aconteceu com meu reino?
Leon: Eles... Está tudo devastado!
Kathy: Não é hora de lamentações. Temos que achar a Camila!
Anna: Minha filha!? Ela ainda está viva?
Leon: Temos que nos apressar. Talvez ela esteja no castelo.
Kathy se escondeu dentro de minha bolsa e fomos correndo em direção ao castelo de Akronis, morro acima. Mas, nem foi necessário chegar lá pra ver que as coisas já não era mais as mesmas. De longe, podiamos ver o castelo destruído, as torres quebradas, janelas quebradas, nossa bandeira de água estava rasgada e o castelo pintado de preto.
Leon: Eu estou com um péssimo pressentimento. Temos que nos apressar.
Kathy: Espera!
Kathy pulou desesperada do meu bolso e entro no nosso caminho. Olhei nos olhos dela e ela estava super preocupada. Nunca tinha visto Kathy nesse estado antes.
Leon: Kathy, o que houve?
Kathy: Essa força... Estou sentindo uma força estranha... Algo... Antigo.
Anna: Poderia ser?
Leon: O quê?... Espera, você está falando...
Anna: Deles mesmo.
Leon: Espero que não.
Eu empurrei Kathy pra fora do meu caminho e corri em direção ao castelo. Rapidamente, ela entrou novamente na minha bolsa. Logo na entrada, pude ver a ponte caída do lado de fora e as portas fechadas. Pulei o buraco e abri a porta com uma ombrada. O interior do castelo estava uma bagunça! Destroços de pedra e vidro por todos os cantos, pilares caídos, tapete vermelho rasgado e... Rei Alisson estava no trono!?
Leon: Mas que...
Anna chegou logo depois. Mas, ao ver Alisson no trono, ela correu desesperada em direção a ele.
Anna: ALISSON!!!
Leon: ANNA, É UMA ARMADILHA!
De repente, uma gaiola mágica saiu de dentro do teto e prendeu Anna lá dentro.
Corri pra tentar solta-la, mas tudo era inútil. De repente, uma voz vinha direto de onde o Rei estava.
Leon: Mas que... O que está acontecendo?
???: Ora ora ora. Quem diria que o escolhido voltaria pra terra.
Leon: Quem está ai?!
O Rei se levanta do seu trono, mas, de repente, seu corpo é rasgado ao meio e um homem com sobretudo preto com interior vermelho, cachecol de pele roxo e uma coroa escura sai de dentro dele. Isso foi demais pra mim!
Anna: NÃO!!! ALISSON!
Leon: Quem é você? Cadê a rainha Camila?!
???: Me chame de Rei Heian Long. Pra sua surpresa, eu também não encontrei a princesa. Felizmente, você me trouxe a minha rainha.
Heian caminhou em direção a Anna e tentou passar o dedo no rosto dela, mas, Anna tentou morde-lo.
Anna: Não encoste em mim!
Heian: Hm. Que baixo nível! Nada mais previsível, vinda de uma humana. Levem-na ao calabouço!
De repente, a gaiola afunda no chão junto com Anna. Eu tentei segurar, mas no pude fazer nada a respeito.
Leon: Pare o que está fazendo!
Heian: Desculpe, Leon. Mas, você já causou problemas demais por aqui. Matou um dos nossos, não é mesmo?
Quando ele disse isso, meu coração parou por alguns segundos. Não fazia ideia de como ele sabia!
Leon: Mas que? Como você...
De repente, uma catapulta surgiu do chão e me arremessou pelo vitral no topo da entrada do castelo e só fui indo embora.
Após alguns segundos, caí em um celeiro, mas minha queda foi amortecida por um monte de feno.
Kathy saiu de dentro da minha bolsa e começou a andar de um lado pro outro com sua mão no queixo.
Kathy: Eu sabia que havia algo errado! Essa força... Só pode ser um dragão antigo!
Leon: Obrigado por se importar comigo, Kathy.
Kathy: Desculpe, mestre. Mas, eu não pude deixar de pensar nisso.
Leon: Calma. Eu também pensei a mesma coisa.
Me levantei do feno e saí do celeiro. Kathy diminuiu seu tamanho e sentou em meu ombro.
Leon: Por isso que esse nome me soou meio familiar. Eu vi esse nome e o de Riash e Galamoth em uma parede enquanto estava no mar.
Kathy: Se for isso...
Leon: Riash pode estar certo. Os dragões voltaram. E trouxeram seu líder de volta.
Eu olhei em minha volta e ví uma casa amarela caída em chamas. Era a casa da Erika. Esse era o celeiro da fazenda de seu Pai. Fui até o centro do rancho e vi um ovo azul enorme. Era um ovo de dragão!
Leon: Mas que?!
Eu peguei minha espada e me preparei pra atacar. Mas, de repente, um filhote de dragão azul pulou de dentro do ovo e caiu em cima de mim. Estava imóvel. Ele me cheirou por alguns segundos, mas depois me lambeu e sentou no chão. Eu realmente não entendi o que estava acontecendo.
Leon: Ué. Achei que isso iria me atacar.
Kathy: Que estranho... Espere.
Kathy colocou sua mão na cabeça do dragão por alguns segundos e voltou feliz pra mim.
Kathy: Parece que esse dragão ainda é puro. Mas, sua força é idêntica ao de Heian
Leon: Hm... Talvez podemos domar ele. Vamos usar ao nosso favor!
Me levantei do chão e passei a mão sobre a cabeça do dragão. Até então, nada de estranho. Montei em suas costas e, de repente, ele levantou voo sem dar qualquer ordem. Isso era demais! Eu tinha meu próprio dragão e ele estava ao meu comando!
Leon: HAHAHA! Quero ver alguém nos impedir! Adeus, Heian!
Voei com o meu recém nascido e adotado dragão pelo reino, mas só havia um lugar na minha cabeça em que eu queria visitar primeiro: Vila Kling.
Sobrevoei a bela floresta que já não é mais tão bela assim. As arvores estavam secas, mortas, como se uma praga tivesse tomado conta daquele lugar. Aquela parede natural já não passava de lenha pra fogueira.
Pousei meu dragão na entrada da vila e, ao desmontar, senti a água na grama entrando nas minhas botas. Havia chovido em algum momento e, sinceramente, já estava cansado de água.
Kathy subiu em meu ombro e entramos novamente na minha vila. Mas, o que eu vi lá, demoraria pra descer.
A Vila estava deserta, desolada, destruída, assim como um coração de alguém que acaba de perder a pessoa amada. Em destaque, o lugar que costumava ficar minha casa, agora não passa de uma pilha de cinzas de madeira e lixo. Alguém realmente queria me ver fora do mapa.
Leon: O que houve com esse lugar?
Kathy: Isso é horrível...
Kathy observou tudo em sua volta, enquanto eu caminhava até o centro da vila. Olhei em minha volta e gritei o mais alto que pude.
Leon: OLÁ! TEM ALGUÉM AI? OLÁ!... Droga.
Por que eu ainda tentava? Maioria já deve ter fugido daqui ou morrido. Mas, de vez em quando, a sorte pode ficar a seu favor.
Kathy me chamou olhando pra trás.
Kathy: Leon, acho que tem mais alguém aqui.
Leon: Viu alguma coisa?
Kathy: Sim! Vi algo dentro daquela arvore gigante.
Me impressiona o fato dessa arvore estar aqui até hoje. Fui em direção a ela e entrei em seu interior. Velhos tempos... Mas, minha deusa. Aquilo fedia a madeira podre.
Kathy: Que estranho. Jurava ter visto alguém aqui.
Leon: Tem certeza?
Aquele lugar fedia demais! O que dez anos não fazem, huh? Eu só queria sair logo dali.
Kathy: Absoluta!
Leon: Deve haver uma passagem secreta em algum lugar.
Eu e Kathy procuramos alguma passagem pelo chão e paredes daquela arvore oca. O meu erro foi querer pisar com força em cada piso que eu via. Quando vi, já tinha caído de uma altura de três andares. Pelo menos caí em um lugar conhecido.
Kathy: LEON! Você está bem?
É por isso que adoro a Kathy. Não importa o quão idiota seu escolhido seja, ela sempre se preocupa comigo. Apenas me levantei do chão e sinalizei com um joinha. Ela pulou e sentou encolhida no meu ombro.
Eu olhei em minha volta e vi algo que não via há muito tempo... As paredes de pedra estavam se quebrando e os quatro pilares estavam caindo aos pedaços. O Efeito do tempo.
Kathy: Wow... Que lugar é esse?
Leon: Eu me lembro desse lugar... Foi aqui que eu matei meu primeiro monstro. Krillet era o nome dela, se não me engano.
Kathy: Aquela mulher aranha? Ela estava aqui embaixo? Achei que eu tinha mandado ela pra algum lugar bem longe.
Leon: A surpresa que você me deu naquele dia...
Kathy: Caramba. Como o tempo passa...
Eu nunca ouvi algo tão verdadeiro.
Leon: Bom, se for pra existir algo aqui, que não seja aquilo. Eu me lembro de como é esse lugar.
Kathy: Vou cuidar da sua retaguarda.
Leon: Certo!
Caminhei pela velha escada indo para as ruínas de algo que ainda não sabia o que era. Felizmente, eu achei civilização. Boa parte dos habitantes da vila estavam seguros no subterrâneo da vila. Infelizmente, eles não estavam com humor para boas recepções.
Ao pisar no chão de lama, um dos habitantes que estava em uma cabana gritou alto para todos ouvirem.
Aldeão: UNHUMAN!!!
Em questão de segundos, eu já estava cercado por praticamente todos os habitantes. Eles apontavam facas, espadas e até lanças em minha direção. Mas eu só pensava em uma coisa: O Que é um Unhuman?
Leon: HEY, HEY, HEY! O que houve?
Aldeão: Suma daqui, Unhuman podre!
Leon: Vocês não se lembram de mim? Sou eu, Leon!
Aldeão 2: Mentira! Leon está morto!
Eu já havia morrido tantas vezes mentalmente e fisicamente que já nem sabia o que era vida e o que era ilusão.
Leon: Quem te disse isso? Eu estou bem vivo, okay?
???: Abram caminho!
Eu conheço essa voz grossa de homem rico. Os aldeões abriram caminho para um homem com roupas de couro rasgadas. Shikaji, na sua forma mais humilde... Bem, do jeito que ele conseguia.
Shikaji: E mais uma vez, você enganou a morte.
Leon: E Você está mais elegante do que nunca.
Shikaji caminhou e minha direção e observou as pessoas ali envolta.
Shikaji: Podem seguir suas vidas. Não tem nada pra ver aqui.
Eu nunca achei que um dia veria isso... Shikaji dando ordens pros aldeões? NÃO CREIO! Mas, ele acabou de salvar minha vida de pessoas que eu costumava conhecer. Devo uma a ele.
Leon: Eu nunca pensei que você seria alguém importante.
Shikaji: Senti sua falta também.
Shikaji apertou minha mão e demos um abraço apertado. Pra minha sorte, armaduras sagradas não mancham... Ai que fedor.
Leon: O que houve com esse lugar? Por que estão todos aqui embaixo?
Shikaji: Vamos pra minha casa. Vou explicar tudo.
Eu segui Shikaji até sua "Casa". Basicamente, um pedaço de pano atrás de uma cadeira e uma mesa enfiada no fim de um corredor direto e de onde nós saímos, dando visão pra pequena vila a esquerda e o corredor de água.
Leon: Bela casa. Deve ter demorado muito tempo pra fazer ela.
Shikaji: Claro. Dois dias e um soco na sua cara. Por que você desapareceu?
Leon: Eu te contaria, mas é uma looonga história.
Daria pra fazer um livro.
Shikaji: Caiu inconsciente no mar e acordou no inferno?
Leon: Quase isso. Mas enfim, o que aconteceu por aqui?
Shikaji: Umas garotas invadiram a vila e simplesmente começaram a colocar fogo em tudo que viam. Mataram nossos amigos, parentes... Por sorte, o André conhecia esse buraco e mandou a gente ficar aqui até a ameaça sumir. Infelizmente, nunca mais tive notícias do André e eu vivo escutando uns barulhos estranhos no fim daquele corredor cheio de água.
Leon: Você não foi investigar?
Shikaji: Eu não sei o que é. E seja lá o que for, você sabe bem que eu sou bom em tudo, menos em confrontos.
Verdade.
Leon: Eu vou investigar pra você. Contanto, quero algo em troca.
Shikaji: E o que seria?
Leon: Quero que me ajude a encontrar a Camila.
Camila era meu principal objetivo, mas ainda precisava da Anna.
Shikaji: Eu sei onde ela está, mas você não pode ir sozinho. Veja o que está acontecendo e eu te levarei lá.
Eu não esperava que fosse tão fácil.
Leon: FEITO!
Eu puxei a Sky Blade da bainha e segui caminho por aquele velho corredor cheio de água. O cipó já não existia mais por ali. Usei meu gancho pra chegar ao outro lado. Porém, o caminho acabava em uma parede de pedra. Por sorte, conheço bem esse lugar. Olhei pra cima e vi o buraco no teto levando pra outro andar. Então, usei meu gancho e cheguei a outra parte daquela caverna. Admito que é estranho não ver aquela cachoeira de água escorrendo pelas paredes como da primeira vez que eu estive aqui. Mas, não foi em vão. Logo de cara, me deparei com uma planta gosmenta gigante com as raízes presas no chão e no teto da caverna. Ela pode ter sido a responsável pelo apodrecimento das arvores. Isso iria acabar fácil.
Ativei a DualSwords com elemento de fogo e ataquei aquela coisa sem dó nem piedade. Em questão de segundos, ela já havia queimado até desaparecer. Me impressionei com a facilidade daquilo. Talvez eu já estivesse forte demais.
Kathy: Wow... Que rápido. Você esteve treinando bem enquanto estive fora, né?
Leon: Digamos que sim. Vamos voltar pro Shikaji.
Eu voltei todo o caminho até aquela coisa que o Shikaji chama de casa e o encarei com um sorriso no rosto. Ele apenas me olhou com uma cara de alguém que comprou algo e não havia pagado.
Shikaji: Acabou? É isso?
Leon: É isso. Acabou.
Shikaji: É sério mesmo?! O que era?
Leon: Uma planta bem grande. Talvez seja ela quem estava matando as arvores.
Shikaji: Isso é bom. Podemos sair daqui então! Vamos voltar pra superfície.
Shikaji estava feliz em saber que já poderia sair daquela sarjeta. Aliás, foi a única vez que o vi feliz desse jeito.
Nós saímos da caverna junto com os aldeões e vimos uma imensa escuridão no céu, o sol escuro e uma forte nevasca caindo sobre nós.
Antes que pudéssemos fazer algo, a ventania havia sido tão forte que conseguiu derrubar aquela enorme arvore. Nós fugimos dali e nos refugiamos no resto de uma casa de dois andares.
Shikaji: O que aconteceu? Por que está nevando? ESTAMOS NO VERÃO, CARAMBA!
Leon: Ficou escuro do nada! Agora pouco estava de dia.
De repente, eu ouvi um forte grito vindo dali de perto. Apenas dei uma bisbilhotada do lado de fora e vi meu dragão voando em minha direção.
Como era de se esperar, os aldeões e Shikaji ficaram assustados, mas entraram em posição de combate. Eu saí do refugio e entrei no caminho do dragão. Ele pouso em minha frente, mas encarou os aldeões.
Leon: Calma. Eles são amigos meus.
Apenas passei um carinho na cabeça do dragão e ele se acalmou. Shikaji veio em minha direção e não sabia se olhava pra mim ou pro dragão.
Shikaji: O-O... O QUE ESTÁ ACONTECENDO?! Por que tem um dragão a seu comando?
Leon: Eu realmente não sei. Mas ele está do nosso lado. Com ele, posso atacar o castelo e derrotar aquele Heian.
Shikaji: Isso tudo deve ser obra daquele rei... Ele atacou o reino em um único dia e já causou um grande apocalipse!
Leon: A Camila é prioridade agora. Mas tenho que te contar uma coisa.
Eu me aproximei do ouvido do Shikaji e sussurrei pra ele.
Leon: A Rainha Anna ainda está viva.
A expressão do Shikaji já dizia tudo. Ele estava assustado e surpreso ao mesmo tempo.
Shikaji: O Que? A Rainha? M-Mas...
Leon: Eu sei. Eu a encontrei no fundo do mar e a trouxe comigo. Mas, Heian a capturou e vai capturar a Camila também. Quando eu achar a Camila, precisamos resgatar ela também.
Shikaji: Pode contar comigo!
Uma surpresa pra mim. Eu só imaginava como ele ajudaria em batalha.
Shikaji: Eu vou te levar até o esconderijo da Camila e da Alanis. Podemos usar seu dragão como proteção?
Leon: Podemos?
Shikaji: Não podemos ficar por aqui. Preciso levar os aldeões para um lugar mais seguro.
Leon: Certo! Me mostre o caminho.
Eu só imaginava como que uma população iria se proteger debaixo de um dragão. Mas se o Shikaji diz, quem sou eu pra contrariar?
Ele nos levou pra fora da vila e seguimos até o Antigo castelo de Akronis, onde o encontramos coberto de neve e trepadeiras.
Entramos no castelo junto com os aldeões e eles já estavam sentando no chão de cansados.
No topo de uma escadaria, uma mulher de cabelo branco e armadura roxa e preta olhava diretamente pra mim. Alanis me esperava como uma boa e velha amiga.
Alanis: Não acredito...
Leon: Adivinhe só quem voltou?
Estava feliz por ve-la novamente. Nós corremos na direção um do outro e nos abraçamos com força, como se tivesse passado uma eternidade desde que nos vimos pela ultima vez.
Alanis: Finalmente você voltou!
Como nenhuma felicidade dura pra sempre, Alanis me empurrou e deu um soco no rosto, me fazendo cair no chão.
Alanis: POR QUE VOCÊ DEMOROU TANTO PRA APARECER?
Leon: CALMA!!! É uma longa história. Vou te contar depois.
Me levantei calmamente do chão e me afastei um pouco da Alanis. Ela estava realmente furiosa. Ela não mudou nada!
Leon: Onde está a Camila? Shikaji disse que ela estaria por aqui.
Alanis: Ela foi fazer um negócio lá fora e já volta.
Leon: E você deixou ela ir sozinha?! Está uma nevasca intensa!
Alanis: Eu já sabia que isso poderia chegar. As coisas andam bem estranhas desde que aquele tal Heian dominou o castelo. Pra ajudar...
Leon: Os dragões voltaram. É, eu sei.
Alanis me olhou seriamente. Estava me dando medo.
Alanis: Como você sabe?
De repente, Camila entra no castelo pela porta da frente, assustada e cheia de neve pelo corpo acompanhada de um cara branco, magro, loiro. Muito parecido comigo.
Camila: Finalmente chegamos, Leon II...
Camila olhou assustada pra mim, como se tivesse visto um fantasma. Rapidamente, ela abriu a porta e empurrou o homem pra fora.
Camila: LEON! Finalmente você voltou! Eu sabia que você iria voltar algum dia.
Leon: Camila!
Corri em direção da Camila e a abracei com força. Mas, ela me empurrou poucos segundos depois.
Camila: Não me abrace! Essa sua armadura está gelada.
Leon: Quem era aquele cara?
Camila: Hã... Ninguém importante. Por onde esteve?
Leon: É uma longa história. Conto mais tarde.
Alanis se aproximou de nós e ficou entre eu e Camila.
Alanis: Conseguiu o que queria?
Camila: Sim, mas... Acho que não preciso mais.
Alanis: Entendi. Quero que os dois me sigam, preciso conversar com vocês.
Nós seguimos Alanis escada acima e fomos pro sotão do castelo, que agora é um deposito de espadas, lanças, armaduras e Etc.
Leon: O Que você quer falar?
Alanis: Por que você trouxe essa gente pra cá? Não vê o quão perigoso isso é?
Leon: Eu não podia deixar eles lá! São habitantes da MINHA VILA!
Alanis: Tá, mas eles também podem ser Unhumans! Isso trária sérios riscos.
Leon: Afinal, o que é um Unhuman?
Camila: Você realmente não esteve por aqui, né?
Alanis: Unhumans são humanos contaminados pela mordida dos Pinmolds.
Leon: Tá... E o que são Pinmolds?
Camila: Vermes que saem de dentro dos dragões.
Alanis: E com a infestação de Dragões, praticamente estamos cercados de Pinmolds.
Camila: Falando em dragões, tem um lá na entrada.
Alanis: DROGA!
Alanis pegou sua lança e já estava querendo sair, mas eu a segurei e puxei de volta.
Alanis: ME SOLTA!
Leon: Calma. Aquele dragão é meu.
Camila e Alanis me olharam furiosas.
Camila e Alanis: O QUE?!
Leon: Calma. Ele é um dragão puro. Podemos usa-lo pra confrontar Heian.
Camila: Você já o conhece?
Leon: Sim. Ele está atrás de você... E com sua mãe.
Camila ficou chocada na hora. Uma lagrima escorreu do olho direito.
Camila: M-Minha mãe? Anna?
Leon: Ela mesma.
Camila: M-Mas...
Alanis: Anna? Mas ela havia morrido em um ataque no mar...
Leon: Nós fomos também. E agora eu não estou aqui?
Alanis: Mas... Como isso?
Leon: Eu fui resgatado por Hujits e eles me levaram pra uma cidade no fundo do mar.
Alanis: Hujits... Cidade no fundo do mar... Dasar Laut?
Leon: Exatamente. Infelizmente, a cidade está destruída e os Hujits foram mortos. Felizmente, o único que sobrou encontrou um foguete dentro de uma base e conseguiu mandar eu e Anna de volta pra superfície.
Camila: Tá, mas como você encontrou minha mãe?
Leon: Ela estava presa em um corpo falso todo esse tempo. Isso foi resultado de um pacto com Riash.
Alanis: Riash?
Leon: Aquele homem que atacou nosso navio.
Camila: Espera, por que minha mãe fez um pacto com um homem malvado?
Leon: Ela queria destruir os Hujits, mas em troca, ela teria que dar sua alma.
Camila: O QUE???
Leon: Mas como ela negou, seu navio foi afundado e passou todos esses anos presa em um corpo numa caverna no mar.
Alanis: Afinal, quem é esse Riash?
Leon: Deus das trevas. Felizmente, ele já foi morto.
Alanis e Camila: VOCÊ MATOU UM DEUS SOZINHO?!
Leon: Tive ajuda de uma escolhida, como eu.
Camila até aquele momento, já não entendia mais nada. Ela se sentou no chão e estava trancada naquela expressão de choque.
Camila: Ainda não tenho ideia de como minha mãe possa estar viva...
Alanis: O que mais você descobriu enquanto estava no mar? Me conte tudo!
Leon: Bem, descobri uma coisa vital.
Alanis: O que?
Leon: Galamoth, Riash e Heian eram três reis dragões, antes de Akronis surgir.
Alanis: Então... Heian não é um humano... Os dragões querem pegar o reino de volta!
Leon: Temos que impedi-los!
Camila: Como? Estamos bem ferrados.
Leon: Por que?
Alanis: Ela está certa... O Exercito da luz foi desfeito. Apenas nós três sobrevivemos.
Leon: O QUE? O que houve com o resto?
Camila: Viraram Unhumans.
Alanis: A Cidade Enemaos virou foco dos dragões. Não temos como entrar lá sem ter que acabar com a raça primeiro.
Camila: Felizmente, eu sei onde começou tudo isso.
Leon: Onde? Precisamos ir pra lá.
Camila: Na Prisão Helix, ao Oeste daqui.
Leon: Então vamos!
Alanis: Está louco? Lá deve estar cheio de Unhumans. E tem mais, a prisão fica no meio do mar, bem longe da civilização e bem longe de Akronis. Não temos como ir pra lá tão facilmente.
Droga. Eu não sabia o que fazer. O Exercito já era, Enemaos virou história e não parava de nevar. Precisava fazer algo... Ou chamar alguém experiente que saiba voar.
Leon: E se a gente chamar o Gale pra nos ajudar? Ele é um dragão e sabe voar.
Alanis: Isso pode dar certo. Mas vamos ter que ir pra floresta.
Camila: Não tem problema. A Floresta já deve ter morrido nessa nevasca.
Camila se levantou e olhou pra janela.
Camila: Mas e o seu dragão? O que vai fazer com ele?
Leon: Ele ainda não sabe voar direito. Mas, ele vai vir conosco. Vai ser de grande ajuda ter gigante pra nos defender.
Alanis: E o que vamos fazer depois de chamar o Gale?
Leon: Vamos resgatar Anna e derrotar o Heian! Parece um bom plano?
Alanis: Vamos só cortar a parte de "Derrotar o Heian". Ele tem um exercito maior que o nosso. Vamos só tentar sobreviver e arrumar um exercito maior.
Leon: Certo! Vamos nessa!
Não sabiamos se isso era bom. Tinhamos poucas pessoas e muitos problemas. Mas nós vamos conseguir. Camila pegou seu sobretudo verde, armadura dourada, arco e flechas e uma máscara de ferro.
Camila: Vamos! Meu reino não vai morrer em minhas mãos!
Alanis: Derrotamos criaturas piores. Esses são ser apenas mais um na lista.
Leon: O poder divino nunca falha! Os escolhidos estão de volta e vamos acabar com Heian de uma vez por todas!
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